Time considera o iPhone o produto mais influente do mundo

A revista Time divulgou a lista dos 50 produtos mais influentes do mundo, e sem surpresas o iPhone lá está na primeira posição. Porque é que a Time considerou o iPhone como o produto mais influente? Mais icónico? A realidade é só uma, o iPhone desde o primeiro momento transformou a nossa realidade, a nossa percepção de interacção entre o computador e a informação.

É quase uma obrigação saber isto, como se fosse um facto histórico, o que na realidade o acaba por ser, mas o primeiro iPhone foi lançado em 2007 e em quase 10 anos de existência transformou-se num dos produtos, se não “o” produto mais conhecido do mundo.

A Time considera que o a genialidade por de trás deste dispositivo foi a “alavanca” para o levar à imortalidade, para o transformar num ícone desejado e reconhecido por milhões de pessoas. Mas para além disso não salienta apenas o dispositivo em si, todo o seu software também é de louvar: a App Store veio redefinir o conceito para a utilização do smartphone. Graças às potencialidades do próprio iPhone juntamente com a loja virtual para aquisição de aplicativos os hábitos mudaram. Neste momento pode-se fazer quase tudo com este smartphone, o conceito de comunicação, de loja, de trabalho e até de jogar foi completamente reestruturado com a entrada do iPhone no mercado.

Mas nem só o primeiro lugar conta, a Time colocou na terceira posição a origem da Apple, o Macintosh. A empresa começou a produzir computadores, e esse foi sempre o seu objectivo principal, apenas com o passar dos anos criou outras vertentes, outros rumos, entrou noutros ramos de mercado. O vulgarizado “Mac”, entrou para o terceiro lugar graças à sua interface gráfica, e ao rato. Aquele pequeno objeto que nos permite executar funções apenas com “cliques”. O rato surgiu originalmente na Apple e mudou para sempre a forma como as pessoas interagem com o computador.

Mais produtos Apple na lista da Time, desta vez em nono lugar, temos o iPod. O objecto que matou os suportes físicos de música, o objecto que redefiniu a forma como interagimos com a música, antes do iPhone o iPod era a imagem de marca da Apple. Foi este produto que no nosso bolso leva milhares de ficheiros áudio que catapultou a Apple para a empresa tecnológica mais valiosa do mundo.

Em vigésimo quinto lugar, mais um produto Apple, o iPad. Um produto tão simples, e sem o qual (quem o possui) não sabe viver sem ele. É verdade que a iPhone veio revolucionar o mundo das telecomunicações e da informação, mas o iPad será para sempre lembrado como aquele produto que foi criticado por meio mundo durante o seu lançamento. O iPad foi chamado de “iPhone gigante”, e correu muita tinta que a Apple se ia “afundar” graças a um produto que não se sabia muito bem qual a sua designação.

O iPad foi um produto “radicalmente diferente”, com uma nova interface optimizada para o toque e um novo conceito de acesso à informação. Um “pequeno e mais portátil” computador, se bem que não podem ser comparados em termos de funcionalidades. O iPad para já não substitui para grande parte das pessoas um computador. Trigésimo oitavo lugar da lista dos 50 produtos mais influentes de todos os tempos, temos o iBook, o primeiro computador portátil a oferecer ao utilizador a possibilidade de se ligar a uma rede wireless. O iBook marcou pela irreverência, pois foi um computador a ser comercializado em cores vivas, apesar do seu plástico na sua constituição ser muito “fora de moda”, não deixa de ter o seu lugar na história.

Uma curiosidade em relação ao iBook, a sua apresentação ao público aconteceu em 1999 na MacWorld, e enquanto Steve Jobs se encontrava a mostrar ao publico o interface do computador, abriu o browser e levantou-se começando a circular pelo palco. Na projecção via-se uma página web a carregar sem recurso a qualquer tipo de ligação com fio, o público levantou-se a aplaudir de forma aprovadora o que tinha acabado de acontecer. Nesse momento Jobs mostrou ao mundo, o porque da Apple ser a empresa pela qual é reconhecida. Nesse momento as pessoas aperceberam-se que o wi-fi era o futuro.

 

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