Sapo Codebits VI (2012)

É o maior evento português de tecnologias de informação mas arrisco ainda reforçar que é talvez um dos eventos portugueses de tecnologias de informação mais desconhecidos da cena nacional. Não é “main stream” (embora isso, ano após ano tenda a deixar de ser uma verdade indiscutível) e alberga fisicamente, durante três dias non stop, a nata da comunidade informática portuguesa (o que quer que isso seja).

Programadores, fazedores, gente que tão depressa limpa (e ensina a limpar) um sistema de admissão de ar de um automóvel como faz (e ensina a fazer) um skate. Eu sei, para o leitor “normal” isto é um congresso de loucos (e pode, em algumas circunstâncias ser uma verdade imensa, mas é desta mistura de genialidade e de “fazedores de coisas” que se geram grandes inovações. Agora imagine que esta gente (oitocentas pessoas), está concentrada num local em Lisboa (Sala Tejo, Pavilhão Atlântico) onde pode trabalhar, comer, dormir, fazer-se disparar contra um muro de almofadas (sim, há coisas peculiares) e nesses três dias juntar-se num grupo e desenvolver um projecto tecnológico que tanto pode ser um capacete de medição de picante como um software sofisticadíssimo de gestão de terramotos.

Sim, eu sei, é complicado de explicar, tenho esperança de que este ano alguém desenvolva um software capaz de me explicar o mercado não regulado de electricidade, mas das centenas de projectos que vão aparecer, algum há-de ser capaz de me deixar a pensar no assunto durante algumas semanas.

O Sapo Codebits não é um circo, não é uma mega associação de loucos, vai muito para além disso. Comece por visitar a página oficial do evento, registe-se, leia e informe-se. Uma das primeiras coisas de que vai ganhar consciência é de que não basta querer ir para conseguir ir. Registe-se (sim, já sei que já disse), componha a sua bio, e seja capaz de justificar muito bem justificadinho porque é que o Sapo Codebits o deve convidar a participar no evento deste ano e candidate-se a ser orador numa das dezenas de palestras que qualquer participante pode levar a efeito perante os seus pares. Você é um Deus do Java? Um príncipe do Assembler? Candidate-se. Sabe fazer colheres de pau ou é um génio embalsamador de esquilos atropelados no IC19? Candidate-se. Mostre-lhes e diga-lhes porque o devem aceitar no mais envolvente evento português que nada fica a dever a uma meia dúzia de eventos do género com relevância mundial.


Falei em oitocentos lugares. Correcto, Parece muita cadeira, parece que chegará para todos. Nada de mais errado. Todos os anos, umas larguíssimas centenas de candidatos ficam de fora. De fora, senhores! Não é coisa bonita de se ver, principalmente se pensarmos que ao fim de dezassete minutos, cá fora, já passaram por nós TODAS as cabines de teleférico da Expo. Nos dois sentidos.

Vou agora pensar em fazer algumas alterações no meu perfil biográfico de candidatura ao Codebits 2012. Sim, vou querer lá estar (é, para que saibam a única actividade dita “de trabalho” para a qual marco férias propositadamente mas eu defendo há anos que estes dois dias úteis deveriam ser considerados como formação profissional). E tenho um recado para os organizadores: “Em 2009 o vencedor estava na minha mesa, em 2010 o vencedor estava na minha mesa, em 2011 o vencedor estava na minha mesa. Se querem ter vencedor este ano, não deixem de aprovar a minha presença!

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