Queria que o iPad Pro fosse capaz de substituir um MacBook? Pode já ter chegado a altura!

Não é de agora que conhecemos as ambições da Apple em tornar o iPad num novo tipo de computador portátil. Desde a primeira versão do iPad Pro, lançada em 2015, que ouvimos essa história. E se os risos na altura, quando se dizia tal coisa, eram bem altos, principalmente no seio dos geeks, hoje em dia quando se diz que o iPad pode substituir realmente um computador, cada vez menos são aqueles que apontam o dedo.

O iPad Pro tornou-se numa ferramenta extremamente poderosa e mais versátil do que qualquer outro modelo do iPad alguma vez foi. Principalmente a partir da versão de 2018, e, agora reforçada com a atualização de 2020, que trouxe mais possibilidades com duas câmaras traseiras e um sensor LiDAR, para melhores experiências de AR e a nível do software com suporte a ratos e trackpads. Com esta última peça completa-se o confuso puzzle do “iPad é um computador”.

Quase tudo aquilo que pedimos à Apple que implementasse no iPad, retirado de um computador, está agora no dispositivo. Veja-se, ele é um software mais avançado com nome próprio, browser desktop, um gestor de ficheiros avançado, opções multitarefas a sério, e suporte a teclados e ratos/trackpads.

Aquilo que fica a faltar neste momento, tem a ver com aplicações voltadas para este novo tipo de computação em tablet, que os programadores devem agora desenvolver. Mas cabe à própria Apple dar o exemplo, trazendo o Xcode, Final Cut Pro X e Logic Pro X do Mac para o iPad. Aplicações profissionais portanto. Coisa que a Adobe tem vindo a fazer nos últimos tempos, primeiramente com o Photoshop CC e este ano fará com o Illustrator.

O que é evidente neste momento é que o iPad já consegue substituir o computador, naquilo que é a experiência básica de utilização. Se costuma usar um portátil para uma navegação no browser, email, YouTube, Netflix, o iPad Pro ou mesmo qualquer outro iPad da Apple será suficiente para si. É importante mencionar que se preza portabilidade e não se vê a usar um “computador” sem trackpad, então o ideal será optar pelo modelo Pro, para não andar com o iPad, o teclado e um trackpad, como três peças distintas à parte.

Com o novo Magic Keyboard, que funciona tanto nos iPad Pro de 2018 como 2020, consegue ter todo o pacote desta nova ideologia iPad Computador, com o teclado e trackpad numa única peça e transportá-lo para onde quiser. Sem perder muita da sua capacidade de portabilidade e leveza.

Se me acompanham aqui no iClub desde a minha primeira participação, este artigo “Mudei do MacBook para o Surface, a minha experiência” deve já vos ter passado pela memória. Eu contava-vos deliciado a minha experiência com um Microsoft Surface 3. E agora é real, na Apple!

É certo que o Surface serve mais para profissionais do que propriamente para o comum utilizador, isto porque peca na experiência de tablet… Mas o engraçado é a Apple estar a seguir um caminho distinto mas aproximando-se da ideia original da Microsoft.

E nós sabemos que, tal como a Apple, a Microsoft sabe muito bem lidar com os “pros”. E para estes, um iPad Pro pode ainda não ser suficiente. Depende do uso que fará dele, se por exemplo, o quer usar para um Photoshop CC, Lightroom, Edição de vídeo, desenho, já consegue. Mas não há ainda um grupo de aplicações desktop que justifiquem a troca de um Mac ou PC para o iPad. Por muito que eu quisesse, que eu realmente gostasse de neste momento dizer isso, não posso. No entanto nunca estivemos tão próximos disso.

É tudo uma questão de tempo.

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