Porque é que o iWatch não vai ser o que esperamos

Daqui a poucas horas realiza-se o primeiro evento da Apple de 2014, um evento que é dos mais esperados dos últimos anos por todos os fãs da gigante de Cupertino. Não só porque as grandes novidades relativas a hardware têm sido uma ausência dos eventos da Apple, mas também porque segundo os rumores, é já daqui a algumas horas que a Apple vai apresentar um produto inovador na sua linha de produtos. O iWatch como tem sido chamado, nome ainda não confirmado pela empresa, como já é hábito pela maçã.

O iWatch em termos de comparação com os produtos apresentados anteriormente é o que melhor se identifica com o iPhone em 2007. Nada sabemos acerca do aparelho, para além de algumas patentes, alguns registos de marca,em alguns países, algumas contratações algo estranhas e alguns rumores que surgiram na imprensa especializada.
Quando em 2012 começaram a surgir os primeiros rumores do iWatch os designers apressaram-se a construir mockups com as suas ideias, a sua maneira de ver o produto, a percepção que têm face ao que atualmente existe no mercado e face aos produtos similares como os habituais relógios de pulso.

Em 2007 os mockups também tinham sido muitos e nenhum se aproximou se quer do resultado final. Porquê? Porque todo o pessoal fora da Apple constrói e percepciona um produto novo, uma linha nova de produtos baseando-se no que já existe. O iPhone era, segundo os mockups que surgiram, uma junção de iPod, com um teclado e onde se podia fazer chamadas e ouvir música. Não podiam estar mais enganados.

iPhone-Concept-6

Agora questionam, isso era assim na era Steve Jobs. A única resposta possível é: Steve Jobs era apenas um homem, com uma cabeça gigante sim mas apenas um homem. Tinha o seu método de delinear um produto como hoje em dia Tim Cook o terá. Diferentes? Com certeza, até porque a primeira coisa que Tim Cook disse na sua primeira aparição enquanto CEO da Apple foi que não era um “falso Steve Jobs”, pegando nas palavras de bill gates na conferência que uniu Steve Jobs e o fundador da Microsoft. Ambos os métodos são bons, não fosse a apple a empresa que é. E a execução, a cultura? Tudo isso está intrínseco na Apple, no seu ADN mais profundo. Todos os empregados da gigante de Cupertino têm ao seu dispor uma universidade onde são “injetados” com o ADN da Apple e é isso que permite que a cultura da empresa se mantenha viva. Como Steve Jobs descreveu, a Apple é a maior startup do mundo, e isso continua bem assente na empresa é isso que permite tanta versatilidade e tanta inovação.

É por isso que, daqui a algumas horas, não iremos ver algo que já vimos por aí, espalhados em mockups mas sim algo totalmente novo e que certamente nos irá surpreender.
Assim espero!

(Isto claro se se confirmar que o iWatch será mesmo apresentado no evento de mais logo.)

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