Novo iPhone SE: Ecrã é um dos “Calcanhares de Aquiles”

O novo iPhone SE ao manter o corpo do iPhone 8 acaba também por manter algum do hardware semelhante ao do velhinho iPhone 6.

Já todos estamos cientes que não há milagres na relação preço/componentes no mundo da tecnologia. Na Apple como em qualquer outra marca, num smartphone mais acessível tem que obviamente haver sacrifícios.

Neste novo iPhone SE a Apple privilegiou a performance, colocando o seu processador A13 ao serviço deste equipamento. Com isso foi possível melhorar o desempenho ao nível da fotografia e do vídeo por exemplo.

Contudo, há outros setores que não comprometendo de forma geral, continuam de qualidade mais baixa, como é o caso do ecrã. O iDropNews avança mesmo que com parcas melhorias o ecrã presente no iPhone SE de 2020 partilha quase todas as características do ecrã do iPhone 6.

Chamamos a sua atenção que este exercício comparativo não pretende denegrir a imagem do novo iPhone SE, aliás considero uma excelente aposta da Apple. É na minha opinião neste momento uma das compras mais equilibradas para o utilizador “comum”.

O facto de usar um ecrã semelhante a um usado há alguns anos, não compromete a qualidade do iPhone SE. Pelo contrário confirma a excelência de um componente que ainda consegue cumprir o seu papel em pleno.

Vamos então comparar os ecrãs: iPhone 6 vs novo iPhone SE 

Então vejamos, começando pelo tamanho, as mesmas 4.7 polegadas são comuns entre o “obsoleto” iPhone 6 e o novo iPhone SE.

Passando para a resolução, também igual, estamos a falar de 1334 x 750 pixeis. Por falar em pixeis, a densidade por polegada é adivinhem igual também, ou seja, 326ppi (pixel por polegada). Quanto maior a densidade de pixeis mais agradável será a experiência de interação com o equipamento.

Com efeito, sem surpresa a relação de contraste é igualmente a mesma, a saber 1.400:1. À data no iPhone 6 representou um incremento considerável comparativamente aos 800:1 do iPhone 5s. De referir que os 1.400:1 são também a relação de contraste dos mais recentes iPhone XR e iPhone 11, porém fica muito aquém da relação de contraste do iPhone 11 Pro, 2.000.000:1.

Em suma, uma maior relação de contraste acentua os extremos, tornando as cores brancas mais brancas e as pretas mais pretas.

Passando agora para as diferenças, começo por destacar o brilho. Apesar do contraste ser igual, o brilho é melhorado no novo iPhone SE. Temos presentes 625 nits de brilho máximo enquanto que o ecrã do iPhone 6 se ficava pelos 500 nits de brilho máximo.

Para quem gostar e achar útil, desde o iPhone 8 os ecrãs dos smartphones da Apple são compatíveis com o True Tone. Esta característica adapta a temperatura da cor, pessoalmente não sou fã da forma como amarelece os brancos.

Por fim, o perfil de cores do ecrã é também melhor no ecrã do novo iPhone SE. Desde o iPhone 7 que a Apple alterou o perfil de cores do ecrã dos seus dispositivo abandonado o sRGB para o Wide Color P3. Na pratica o que isto nos traz é um espectro de tons e cores mais alargado.

Como referi atrás, os pontos menos bons referidos não implicam que sejam de má qualidade. Assim, frisamos novamente que provavelmente é uma das compras mais sensatas de todo o atual alinhamento de smartphones da Apple.

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