Novo adesivo que sincroniza dados com iDevice ajuda na deteção precoce da Covid-19

É certo e sabido que nos últimos tempos toda a comunidade científica se debate com o vírus associado à Covid-19 que mudou as nossas vidas, tentando encontrar respostas relativamente ao seu comportamento e, essencialmente, procurando soluções que nos devolvam a normalidade a que estávamos habituados.

Desde eventuais vacinas, a tecnologias que acelerem os resultados de testes laboratoriais e a mecanismos que nos auxiliem na precoce deteção da doença, eis que surge mais uma novidade. Um adesivo, com um sensor flexível incorporado, que se aplica diretamente na nossa pele com o objetivo de identificar os primeiros sintomas associados ao SARS-CoV-2.

Semelhante a um penso rápido, necessita de ser aplicado numa posição estratégica. Posição essa na convergência entre a nossa garganta e o parte superior do peito, ideal para a identificação de problemas respiratórios, tais como a tosse e a falta de ar. 

Este sensor wireless está a ser desenvolvido pela Universidade Northwestern e usa algoritmos criados pelo Shirley Ryan AbilityLa.

O dispositivo é munido de um carregador sem fios. Tudo o que o paciente necessita de fazer, após a utilização diária do dispositivo, é retirá-lo e colocá-lo a carregar.

É nesta altura que todos os dados são sincronizados automaticamente para um iPhone/iPad onde um algoritmo de inteligência artificial trata de examinar e detetar eventuais anomalias relacionadas com a Covid-19. O dispositivo não tem qualquer porta para ligações externas, facilitando assim a sua desinfeção.

E não é tudo, pois é ainda capaz de medir o ritmo cardíaco e a temperatura corporal.

Imagem: Northwestern University

Os mais recentes estudos publicados no Journal of the American Medical Association sugerem que os primeiros sinais de infeção pela doença são a febre, tosse e dificuldade em respirar. 

Esta tecnologia pode ainda não ser muito precisa, mas o diagnóstico precoce, é fundamental. Não só ajuda o paciente numa recuperação mais rápida como evita a propagação do vírus, e aí, estará a chave para a atenuação do impacto desta doença no Homem.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 250 mil mortos em todo o mundo e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas, desde que surgiu na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro de 2019.

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