No iPhone de… Marcus Mendes

“Bom dia galera!” exclama o nosso convidado todas as manhãs no seu podcast Loop Matinal. Marcus Mendes é um dos podcasters mais conhecidos da atualidade. É brasileiro, formado em Publicidade, mas acabou por escolher o mundo da tecnologia para trabalhar. Conheça melhor o seu percurso profissional e a rotina de utilização com o iPhone neste novo número da rubrica “No iPhone de…”!

iClub: Apresente-se. Fale-nos um pouco sobre si e da sua ocupação profissional.

MM: Me chamo Marcus Mendes, e apresento os podcasts de tecnologia Loop Matinal e Área de Transferência. Acompanho de perto o mercado de tecnologia desde o lançamento do primeiro iPhone e, ao me apaixonar por podcasts, passei a partilhar desta paixão com ouvintes pelo mundo. Antes de me aventurar no mundo dos podcasts, fiz parte da equipe do Blog do iPhone e da (infelizmente) finada revista digital iThing.

iClub: Que modelo de iPhone possui?

MM: Possuo um iPhone 11 Pro Max de 64GB Verde Meia-Noite, mas por muito tempo resisti trocar de telefone desde meu iPhone 8 Plus por não ser muito fã do design moderno, com o notch. Além disso, apenas agora com essa tonalidade verde a Apple conseguiu (na minha opinião, claro) lançar algo tão bonito quanto a cor vermelha. Juntando isso às melhorias da câmera do modelo mais recente, finalmente resolvi fazer a troca – apesar de ainda soltar um pequeno grunhido cada vez que vejo o notch.

iClub: O que o levou a escolher o iPhone e não um smartphone de outra marca?

MM: Resumindo em uma palavra: costume. Como eu uso o iPhone desde a primeira geração, acho que acabei me acostumando com a forma de mexer no iOS. É claro que esta é uma forma bonita de dizer que talvez eu esteja “preso” no ecossistema da Apple, mas acredito que seja algo maior do que isso. Existe também a questão de todos os aplicativos e conteúdos que já comprei na App Store e que exigiriam um novo investimento caso eu migrasse para o Android. É verdade que muitos desses apps permitem uma certa portabilidade, mas coisas como o Overcast, Tweetbot e integrações do iCloud (como a área de transferência universal e o AirDrop) me fariam muita falta no dia a dia.

iClub: Como iFã… imagine que era CEO da Apple. Que alterações faria ao iPhone?

MM: Bom, não surpreendentemente, minha primeira ordem seria que encontrassem uma forma de eliminar o notch. Acho que me inspiraria nos inúmeros contos em que Steve Jobs chegava à equipe de engenharia e dizia “Aqui está um problema. Se virem para resolver” e, de uma forma ou de outra, isso acabava acontecendo. Mas tirando o notch que, admito, parece ser algo que só incomoda a um número reduzido de pessoas, creio que a câmera seja a parte do iPhone que esteja mais carente de uma atenção. Não que ela seja ruim. Pelo contrário: é excelente. Mas sua excelência, sobretudo nos últimos anos, tem se dado graças ao software que vem fazendo mágica. Melhorias de hardware, como por exemplo um zoom óptico mais avançado do que 2x, me parece algo que já deveria ter acontecido nos iPhones. Além disso, acho que um Touch ID embutido sob o display poderia funcionar como um bom complemento ao Face ID que nem sempre funciona perfeitamente.

iClub: Quantas horas do seu dia (em média) utiliza o seu iPhone? 

MM: No iPhone, em média 2h30 minutos na última semana, em grande parte por causa do meu recente vício no jogo Cryptograms. De resto, tendo a utilizar o iPhone relativamente pouco, comparado com o que acredito ser a média. Ultimamente meu iPhone tem virado apenas uma espécie de central passiva de conteúdos, alertando-me sobre notificações, e-mails ou mensagens que prefiro responder no computador. O próprio relatório de bateria me diz que meu app que mais consome energia é o Overcast, com a quantidade de podcasts que costumo escutar.

iClub: Qual o top 5 de apps que recomenda, aquelas que para si são imprescindíveis? E porquê a escolha de cada uma delas?

MM: Overcast – Como citei algumas vezes, é meu app de escolha para ouvir podcasts. É meu favorito desde que chegou ao mercado, com recursos como Smart Speed e Voice Boost que realmente fazem a diferença no dia a dia. Eu costumo escutar podcasts com 2x a 3x da velocidade normal de reprodução, e o app toma o cuidado de acelerar a voz e se livrar de artefactos ou pequenas distorções que por vezes acabam acontecendo em outros aplicativos.

‎Overcast
‎Overcast
Developer: Overcast Radio, LLC
Price: Free+

Pedometer++ – Desde que comprei o Apple Watch, passei a prestar bastante atenção em exercícios físicos. Além das argolas de exercícios do relógio, adotei também um desafio complementar de completar 10.000 passos todos os dias. Desde que adotei este desafio complementar, estou há 913 dias ininterruptos cumprindo este objetivo. O Pedometer++ acabou se tornando um app que checo todos os dias para garantir que andei o quando deveria.

‎Pedometer++
‎Pedometer++

Carrot Weather – Por contar com um personagem maligno que odeia a humanidade e traz sempre frases engraçadas, uso o Carrot Weather para checar a previsão do tempo. Ele também permite a exibição da sensação térmica como complicação do Apple Watch, o que me é mais útil do que a temperatura atual que é a única opção nativa.

‎CARROT Weather
‎CARROT Weather
Developer: Grailr LLC
Price: 5,49 €+

Tweetbot – Recursos como silenciar usuários, clientes específicos de Twitter, palavas e hashtags tornam o Tweetbot um app essencial para meu uso do Twitter. Além disso, a timeline exibida sempre cronologicamente, a ausência de tweets patrocinados ou de Moments e o foco apenas nas coisas que sigo fazem com que o Tweetbot seja o único motivo pelo qual eu ainda uso o Twitter.

‎Tweetbot 5 for Twitter
‎Tweetbot 5 for Twitter
Developer: Tapbots
Price: 5,49 €+

Moovit – De todas as opções de aplicativos de transporte público que experimentei ao longo dos últimos anos, o Moovit se provou o mais confiável e correto. Por ter aberto mão de ter um carro para passar a utilizar somente transporte público ou Uber em Sào Paulo, o Moovit é essencial para que eu consiga me movimentar pela cidade sem surpresas ou maiores imprevistos.

iClub: Qual o wallpaper que tem definido no seu iPhone e porquê?

MM: Deixo apenas o wallpaper preto, tanto na tela bloqueada quanto na tela desbloqueada. Gosto de minimizar ao máximo estímulos visuais desnecessários no dia a dia para compensar o bombardeio de informações, e por isso há bastante tempo adotei o wallpaper preto para funcionar como uma espécie de refúgio neutro para uma tela que preciso visualizar dezenas de vezes por dias.

iClub: Na sua opinião, o que é que o iPhone tem que o torna único?

MM: Acho que a integração entre o software e o hardware segue como seu principal ponto forte, especialmente em aparelhos recém-lançados. O fato de (na maioria das vezes) as equipes de hardware e de software trabalharem juntas para potencializar ambos os quesitos é algo que dificilmente será superado pela concorrência. Resta torcer para que esta integração entre as duas áreas se intensifiquem nas próximas versões, especialmente no caso da equipe de software que, no iOS 13, perdeu um pouco da confiança de muitos usuários do sistema.

Pode encontrar o Marcus Mendes no Twitter e Instagram.

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