O iPhone continua a desiludir e a Apple continua a lucrar menos

O evento de apresentação dos resultados financeiros do Q4 estava marcado para amanhã mas por “conflitos de agenda” foi adiantada para ontem. A gigante de Cupertino revelou um crescimento das vendas fruto do lançamento do novo iPhone mas, apenas face ao trimestre anterior, já que face ao período homólogo as receitas caíram e os lucros também.

A Apple vendeu mais iPhone no último trimestre mas apenas se compararmos com os três meses anteriores. O novo iPhone não foi suficiente para aumentar as receitas da empresa liderada por Tim Cook para um nível superior ao registado nos mesmos meses do ano transato e os lucros acabaram por também cair.

A gigante de Cupertino registou 46,9 mil milhões de dólares em vendas, quando em 2015 tinha registado 51,50 mil milhões (uma diminuição de 9%). O iPhone é ainda responsável por 60% da receita, com mais de 45 milhões de unidades vendidas. Foram ainda vendidos 5 milhões de Mac e mais de 9 milhões de iPad. Os três produtos chave da Maçã ainda são aqueles que mais vendem apesar do seu crescimento ter abrandado.

“Our strong September quarter results cap a very successful fiscal 2016 for Apple,” disse Tim Cook. “We’re thrilled with the customer response to iPhone 7, iPhone 7 Plus and Apple Watch Series 2, as well as the incredible momentum of our Services business, where revenue grew 24 percent to set another all-time record.”

Se as receitas acabaram por ficar aquém do esperado pelos investidores, o mesmo não aconteceu com os lucros. A Apple registou resultados líquidos de 9,01 mil milhões de dólares, ou 1,67 dólares por ação, o que ficou aquém dos 11,12 mil milhões (1,96 dólares) há um ano. Os analistas previam lucros de 1,66 dólares por ação.

screen-shot-2016-10-26-at-17-56-31Apesar de bater as previsões de lucros, e de ter projetado um regresso ao crescimento das receitas no próximo trimestre, os investidores reagiram negativamente às contas da gigante de Cupertino. Na negociação da Nasdaq as ações chegaram a cair 2,3% para 115,55 dólares.

De realçar ainda que o mercado chinês abrandou 30% face ao ano anterior, a receita obtida com os serviços continua a crescer a cada trimestre tornando-se cada vez mais uma prioridade para a Apple (este semestre cresceu 24%) e as receitas dos restantes produtos (Apple Watch, iPod, Apple TV, Beats) decresceram 22% face ao trimestre fiscal anterior.

 

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