DJI Spark: pequeno apenas no tamanho

Os drones vieram para ficar. Agora que a tecnologia que usam já está a entrar na sua fase de massificação os drones estão a tornar-se cada vez mais baratos e mais acessíveis para usar pelo utilizador comum. A DJI não quis perder o comboio e apresentou o novo DJI Spark, um drone que segundo a empresa foi feito para ser levado para todo o lado mas ao mesmo tempo apresentar as qualidades pelas quais é tão conhecida. Isto claro, não deixando de parte o preço já que este é o drone mais barato da sua linha de produtos.

O drone que já está à venda em Portugal nas suas lojas ou na loja online custa 499€. Nós tivemos a oportunidade de ter nas mãos um e a nossa experiência foi bastante boa. Em primeiro lugar surpreendeu-nos a facilidade de pilotar e de uso, combinando não só os controlos do drone como da câmara. Se há alguns anos atrás era um quebra-cabeças só para levantar voo, hoje em dia o próprio drone levanta voo sozinho. A qualidade de imagem e vídeo também é surpreendente para um drone que custa menos de 500€.

O drone

O peso do equipamento é de cerca de 0.3Kg e é facilmente transportável numa mochila de tiracolo.É tudo feito de plástico e à primeira vista mais parece um brinquedo do que um drone propriamente dito. E atenção, isto pode não ser mau. Com as recentes restrições que este tipo de equipamento tem vindo a ser alvo o facto de não andarem com um drone de tamanho dito profissional pode trazer vantagens. O nosso não deu quedas, mas pelo que conseguimos ver pareceu-nos bastante robusto.

As duas partes mais frágeis são, sem sombra de dúvidas o gimbal utilizado para estabilizar a câmara e as hélices. As hélices são um problema menor já que é possível comprar em separado, ou até mesmo comprar logo de início o pack Fly More (o preço é 649€) e temos logo acesso a partes suplentes. Há também um modo de deteção de obstáculos via software que permite que o drone não embata em obstáculos como árvores ou edifícios.

DJI Spark

As baterias, ou melhor, a sua capacidade é talvez um dos pontos mais negativos deste aparelho (e de todos os drones em geral). As baterias ocupam cerca de 1/3 do total de peso do drone e a sua duração não vai além dos 15 minutos. Para carregar, e se comprar apenas o modelo de entrada e não o Fly Combo terá que o fazer ligando um cabo micro USB diretamente ao drone e apenas terá uma bateria disponível. A bateria pode ainda durar menos, se as condições atmosféricas não forem as melhores ou se o voo for a uma altitude elevada a bateria não durará mais de 10 minutos.

Em geral, a qualidade de construção do drone e o design são muito bons, vindo ao encontro do que a DJI já nos vem habituando nos últimos anos. As baterias são talvez o ponto mais negativo de todo o drone, mas facilmente é resolvido com o pack adicional, que vale muito a pena ser incluído na compra.

Funcionalidades

No seu lançamento, uma das características mais destacadas foi o controlo por gestos. É fantástico como uma tecnologia que parece quase magia consegue ser implementada num aparelho tão pequeno. No entanto, esta funcionalidade não substitui de todo o comando. Apesar de funcionar, não é tão precisa nem intuitiva como um comando ligado a um iPhone ou iPad. O seu caso de uso mais pertinente é, por exemplo, quando apenas queremos tirar uma selfie rapidamente ou então quando simplesmente não temos bateria no iPhone.

O controlo por gestos não é a única funcionalidade deste novo drone que traz consigo algumas funcionalidades consideradas avançadas e até agora só presentes nos seus irmãos mais velhos e maiores. Por exemplo, com a tecnologia ActiveTrack pode marcar um objeto no ecrã do telemóvel e o Spark segue-o. Alguma vez viu aqueles vídeos onde se vê apenas um carro por uma estrada? São assim que são feitos. A tecnologia TapFly funciona de igual modo, mas em vez de escolhermos um objeto escolhemos a localização e o drone trata de ir até lá, evitando os obstáculos pelo caminho. Por fim, o QuickShot permite usar composições cinemáticas pré-definidas para obter shots bastante usados na indústria: rocket, dronie, circle ou helix. Já não precisa de ser um craque para imitar um profissional, o próprio Spark fará isso.

O Spark é controlado por um controlo remoto que vem incluído, ou simplesmente com o iPhone. Testamos as duas situações e o nosso veredito foi: se apenas quer brincar com o drone o controlo remoto ou o iPhone servem perfeitamente, se também quer capturar vídeo ou fotografar é indispensável ligar o iPhone ao controlo remoto.

E quanto à qualidade de imagem? Ora, ter um drone que faz tudo por si próprio ou pode ser controlado facilmente pelo iPhone é fantástico, mas para que servirá isso se não podermos mostrar os nossos incríveis vídeos aéreos aos colegas? O Spark fotografa a 12 megapixels e captura vídeo a 1080p a 30fps. Não vai ter o mesmo range de cores nem um arquivo RAW, mas se o propósito não é profissional este equipamento é muito mais do que suficiente.

O que mais gostei?

  • O Spark é compacto, pequeno e leve. Pode ser facilmente transportado para todo o lado.
  • É bastante robusto.
  • Muito fácil de operar seja para pilotar ou filmar/fotografar.
  • Dentro do segmento é dos equipamentos mais baratos.

O que menos gostei?

  • O controlo remoto é indispensável.
  • A bateria acaba muito rápido.
  • No pack de entrada não há carregador para a bateria.
  • É necessário o WiFi do telemóvel para ligar ao drone. Não é possível estar ligado ao WiFi de casa e ao drone ao mesmo tempo.

Veredito Final

Diria que para 90% das pessoas o DJI Spark é um drone fantástico. Se não há necessidade de funcionalidades muito avançadas ou se o trabalho de pós-produção não será muito então é a escolha certa. Este novo modelo da DJI foi construído a pensar na facilidade de uso, não é necessário despender muito tempo a ver tutoriais de como operar ou a ler manuais. Em geral, se está à procura de um drone relativamente barato e compacto este é sem dúvida o modelo a escolher.

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