Semanário da Maçã

A semana passada foi uma correria, Web Summit, muitas novidades e coisas novas para ver. Esta foi tempo de acalmar e voltarmos ao mundo Apple. Depois de algumas semanas com bastantes novidades as coisas parecem ter acalmado por Cupertino, numa altura em que a gigante se prepara para uma das épocas de mais euforia (e vendas) do ano, o Natal. Vamos às novidades!

As boas notícias começaram na segunda-feira. O iPhone 7 foi o smartphone mais vendido em todo o mundo no terceiro trimestre fiscal do ano. Mas nem tudo foram sorrisos, a Maçã viu os primeiros problemas do iPhone X a aparecerem com pessoas a relatar ecrãs com linhas verdes e problemas relacionados com o frio, que entretanto já estarão resolvidos com a atualização do iOS 11.1.2. A outra má notícia do dia foi a suposta quebra do Face ID por uma empresa de segurança, a descoberta ainda está por comprovar por outros investigadores.

Na terça-feira surgiram os primeiros relatos de que o Youtube está a consumir mais bateria do que o que deveria nos novos iPhone, a Google já detetou o problema e já está a resolver. A aplicação que promete “remover” a testa do iPhone X foi aprovada na App Store, resta saber até quanto. Surgiram também os primeiros rumores dos próximos iPhone. Segundo a empresa de consultoria KGI Securities, a Apple irá lançar três novos modelos no próximo ano.

No dia seguinte, quarta-feira surgiu um vídeo no Youtube de uma família que está a ter problemas com o Face ID. Isto porque o iPhone X da mãe consegue ser desbloqueado pelo filho usando o Face ID. Uma das Apple Store de Londres, que fica na Regent Street foi assaltada. Por cá, a Promais em Braga foi também assaltada na madrugada deste dia. Coincidências! O iOS 11.2 entrou em beta e promete um carregamento sem fio 50% mais rápido nos novos iPhone.

Quinta-feira foi dia de ser apresentada ao mundo o AnimojiStudio, do programador brasileiro Guilherme Rambo, que ficou conhecido por descobrir o mockup do iPhone X no iOS.  A aplicação permite fazer vídeos com Animoji e gravar para depois publicar. Infelizmente não vai ser disponibilizada na App Store porque utiliza uma API privada da Apple.

Para terminar bem a semana, o iPhone X foi nomeado uma das 25 melhores invenções de 2017 pela revista norte-americana TIME.

Antes de começar esta edição do Semanário, já deram uma olhadela pela nossa análise ao iPhone 8 Plus? Sim, eu sei. O iPhone X já está, a partir de hoje, à venda mas isso não desvaloriza em nada o iPhone 8 que poderá bem ser uma opção para muitas pessoas. Passem por lá. E agora, vamos a mais a um resumo de uma semana.

Segunda-feira a Apple começou a considerar o iPad de 3ª geração como obsoleto. O que é que isto significa? Que já não será possível reparar este equipamento nos centros autorizados Apple. E a procura do iPhone X, como esperado, está acima das expectativas da gigante norte-americana, no entanto, alguns compradores estão a ver o seu prazo de entrega adiantado. Mas nem tudo está a correr bem por Cupertino, pelo menos para o engenheiro que foi despedido esta semana depois da sua filha ter publicado um vídeo onde mostrada o iPhone X nos escritórios da Maçã, antes deste ter sido posto à venda.

No dia seguinte, começaram a ser publicadas as  reviews ao iPhone X. A primeira foi a de Steven Levy para a Wired e logo em seguida foram publicadas a (meia) review do The Verge, a de Rene Ritchie no iMore e a de vários youtubers que tiveram acesso às unidades de imprensa. Os nossos colegas do MacMagazine também publicaram um ótimo vídeo onde põe à prova Google Assistant e Siri.

A dúvida que ficou para muitos depois da apresentação do iPhone X foi desfeita esta semana. Quarta-feira o Mashable publicou um artigo onde demonstra como se comporta o Face ID com irmãos gémeos, vale a pena dar uma espreitadela. E entretanto foram também publicadas mais algumas reviews do novo iPhone, aqui fica uma lista completa. A gigante de Cupertino negou também os rumores que houve a possibilidade de embutir o Touch ID por baixo do ecrã. E aquela aplicação que propôs usar a câmara frontal do iPad como mais um botão? Pois, foi rejeitada na App Store por violar as regras.

No dia seguinte, a Apple ganhou finalmente permissão para construir um novo data-center na Irlanda, depois de o recurso interposto pelos locais tão ter sido aceite. Agora é também possível atualizar o Apple ID com email de terceiros para um email Apple. E aplicação da Amazon para iOS ganhou novidades relacionadas com o ARKit, mesmo a tempo da Black Friday.

Por fim, hoje foram iniciadas finalmente as vendas do iPhone X. As filas por todo o mundo (55 países inicialmente) começaram-se a acumular em frente às Apple Stores. Mas ontem à noite foi dia de serem divulgados os resultados financeiros do 4º trimestre fiscal da gigante de Cupertino e, mais uma vez, os lucros foram recorde. Quem não pode dizer o mesmo é a Qualcomm que depois de ver os seus lucros caírem em 90%, abriu um novo processo contra a Apple desta vez por alegadamente esta ter fornecido informações dos seus chips à Intel.

Depois de mais de dois anos de publicação interrupta esta semana os mais atentos talvez tenham notado algo de diferente no iClub. É verdade, a App da Semana não foi publicada esta semana devido à nossa colega Patrícia, responsável pela rubrica, ter sido, como tantos outros em Portugal, afetada pela catástrofe dos incêndios. O iClub e toda a sua equipa demonstram todo o apoio a todos aqueles que foram afetados. Vamos às notícias desta semana.

E, infelizmente, por falar em incêndios, segunda-feira a Apple anunciou que doará 1 milhão de dólares para ajudar as vítimas dos incêndios que assolaram a Califórnia. No dia seguinte, foi revelada uma falha no protocolo mais usado para ligações Wifi WPA2 e que pode ser explorada por hackers. Para além disso, a Apple disponibilizou a terceira versão beta do iOS 11.1 tanto para programadores como para o público geral, todos os betas disponibilizados já têm a falha do WPA2 corrigida. Para além disso, ficamos também a saber que a Apple apresentará recurso na sentença contra a VirnetX.

Quarta-feira a Apple respondeu ao senador norte-americano que tinha enviado uma carta à Apple com dúvidas sobre o recurso Face ID que chegará no iPhone X. A gigante norte-americana também terá conversado com várias empresas da área de saúde e diagnóstico com o intuito de as comprar.

No dia seguinte, a Apple anunciou uma parceria com a GE para levar algumas aplicações industriais para o iPhone e iPad. Quem também chegou foi o macOS 10.13.1 High Sierra beta 3 que foi disponibilizado na quinta-feira a programadores.

Para terminar a semana más notícias. A China cortou o acesso LTE aos novos Apple Watch, deixando os seus proprietários sem a possibilidade de se ligarem a partir dos relógios. Por fim, parece que o iPhone 8 não está a vender como esperado e a produção já foi mesmo cortada para metade.

Já faltam poucas semanas para o lançamento do tão esperado iPhone X. No entanto e enquanto o próximo iPhone não chega a Apple vai-se preparando para o lançamento, calma e silenciosamente. Aqui  deixamos o resumo desta semana, para que não deixe escapar nada.

Segunda-feira surgiu mais um caso de iPhone 8 Plus com a bateria estufada e embora a percentagem ronde apenas os 0.0001% em mais de um milhão de iPhone já vendidos, já são alguns. Jony Ive esteve na New Yorker TechFest a falar sobre design e do processo por detrás do iPhone X. Foi também na segunda que foram anunciadas duas saídas: Eric Billingsley, diretor de infra-estrutura do iCloud e Bruce Sewell, conselheiro da Apple.  O Carpool Karaoke, gravado poucas semanas antes de Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park, se suicidar foi também ao ar esta semana e disponibilizado gratuitamente no Facebook. A Apple mostrou ainda alguns dos novos emojis do iOS 11.1.

No dia seguinte, foi apresentado um estudo que revela que as críticas de que a Apple propositadamente fazia os iPhone mais antigos mais lentos com as atualizações ao iOS são falsas. A gigante de Cupertino disponibilizou também o beta 2 do watchOS 4.1, macOS 10.13.1  e tvOS 11.1 e a nova versão da beta pública do iOS 11.1. Tim Cook esteve por França e entre outras coisas encontrou-se com o novo presidente francês para debater temas como a educação.

As suspeitas de que a Apple está a trabalhar numa plataforma própria de produção de conteúdo são cada vez mais densas. Quarta-feira foi divulgado que a próxima série produzida por Steven Spielberg terá como cliente a Apple. E por lapso, a Google comprou a Apple neste dia. Como? Segundo a Dow Jones devido a um erro técnico foram lançadas notícias falsas, entre elas uma que afirmava que a empresa de Mountain View teria comprado a Maçã por 9 mil milhões de dólares.

Quinta-feira foi revelado que a Apple está a trabalhar com a LG em telas dobráveis para equipar os iPhone. Contudo, os primeiros resultados do trabalho só deverão estar disponíveis ao público em 2020. A gigante de Cupertino abriu também dois laboratórios musicais na India, inaugurados esta semana. E Tim Cook inaugurou um novo centro para startups na universidade de Oxford. A Apple lançou também o 11.0.3 que, à semelhança do iOS 11.0.2, corrige alguns bugs.

Para terminar a semana, a Apple depois de alguns anos recebeu aprovação para construir mais um data-center na Irlanda no valor de mil milhões de dólares. Segundo estatísticas reveladas esta semana o iOS 11 já ultrapassou as instalações do iOS 10 nos dispositivos disponíveis. E um grupo, com membros como o Google e a Apple culpam a China de facilitar o roubo de propriedade industrial com as novas leis que obrigam as empresas que lá querem produzir a revelar o funcionamento dos produtos.

Cada vez mais está a tornar-se tendência as semanas calmas por Cupertino. Esta semana não foi além dos habituais rumores, pequenas mudanças e alguns anúncios. Aqui vos deixamos o resumo desta semana, para que não deixem escapar nada.

Segunda-feira a Apple disponibilizou no seu site o relatório de sustentabilidade do novo iPhone X que será lançado em breve. Para além disso, e segundo alguns rumores, a Apple irá fazer de novo uma mudança na tecnologia de processadores que equipam os seus computadores, passando a usar tecnologia ARM. Será que veremos processadores desenhados pela gigante de Cupertino? Depois do sucesso que tem tido nos dispositivos móveis é bem provável. Tim Cook foi às compras e o alvo foi a Regaind, uma pequena empresa francesa especializada em visão por computador.

No dia seguinte, a Apple disponibilizou no GitHub os kernel (a parte mais fundamental dos sistemas operativos) tanto do iOS como do macOS, em mais uma iniciativa de contributo open-source da empresa. Quem está em maus lençóis é a Irlanda que depois de ver a Apple julgada por suposta evasão fiscal no país, foi agora também condenada pela União Europeia no mesmo processo.

Quarta-feira foi dia de iOS e nada de mais por Cupertino. A Apple lançou o iOS 11.0.2 que corrige o suposto problema de ruído durante as chamadas nos iPhone 8, entre outras pequenas correções. Foi também dia de anunciar que o iOS 11 já chegou a uns incríveis 38.5% dos dispositivos compatíveis.

Quinta foi dia de Tim Cook voltar às compras. Desta vez o alvo foi a Init.ai, mais uma pequena empresa com apenas 6 empregados e que o produto vai ajudar a melhorar a Siri, nomeadamente os Business Chats, novidade apresentada no iOS 11. Surgiram também supostos casos de iPhone 8 com a bateria estufada, a empresa norte-americana disse que já está a investigar o problema.

A semana terminou com o lançamento de uma atualização suplementar do novo macOS 10.13 High Sierra para além de corrigir a robustez da instalação e problemas com o Mail, corrige também, ainda que não divulgado, uma vulnerabilidade do APFS. Por último a Siri, que confundiu o hino oficial da Bulgária com a tão famosa música Despacito.

Esta foi a semana de as coisas acalmarem. Depois de nas últimas semanas a Apple ter apresentado três novos iPhone, um novo Apple Watch e uma nova Apple TV e de na semana passada ter iniciado a venda de dois dos novos iPhone e dos restantes produtos esta semana foi a vez de acalmar o mercado.

Segunda-feira foi o dia escolhido pela Apple para o lançamento oficial da nova versão do macOS, o High Sierra, compatível com os seguintes modelos:

  • MacBook Pro – 2010 ou posterior
  • MacBook – Late 2009 ou posterior
  • MacBook Air – 2010 ou posterior
  • iMac – Late 2009 ou posterior
  • Mac Mini – 2010 ou posterior
  • Mac Pro – 2010 ou posterior

Foi também na segunda-feira que foi revelada uma reportagem do Buzzfeed que nos mostra como a gigante de Cupertino prepara o lançamento de um novo produto nas suas lojas e de a iFixit nos apresentar a desmontagem dos iPhone lançados na semana anterior e os resultados são surpreendentes.

No dia seguinte, mais uma novidade. A Siri passou a usar como padrão o motor de busca do Google, deixando assim cair a parceria com a Microsoft que levava a que todas as pesquisas pela assistente da Apple fossem feitas usando o Bing. Ficamos também a saber que o iOS 11, lançado há menos de um mês já está instalado em 25% dos dispositivos que o suportam, números impressionantes! Outra das notícias que nos chegou foi um novo “Gate”. Ao que parece alguns utilizadores dos novos iPhone estão a aperceber-se de ruídos quando fazem chamadas pelos seus novos iPhone. Teremos uma nova “iPhonegate”?

Quarta-feira foi dia de grandes novidades pelos lados de Cupertino. Porquê? A Apple teve uma permissão da FDA para entrar no seu programa de aprovação expressa de recursos de saúde, juntamente com a Fitbit. Isto significará que a Maçã não estará sujeita ao longo e demorado processo de aprovação, permitindo não só aprovar mais rapidamente novos produtos como o fazer sem sua divulgação pública, como tanto gosta. Foi ainda divulgado o novo iOS 11.0.1, que se foca na parte de fotografia dos iPhone, corrigindo alguns bugs.

Quinta-feira foi um dia agitado. Para além de remover o macOS Sierra da App Store, reformular a sua página de privacidade, publicar um extenso relatório sobre a segurança do Face ID e das declarações a afirmar que a nova “iPhonegate” iria ser corrigida através de software, a Apple ainda deu mais um passo no seu, já vasto, repertório de séries próprias. Desta vez será uma série ao estilo de Breaking Bad ou Game of Thrones.

Para terminar a semana, mais uma polémica. A FCC, órgão regulatório das comunicações americanas, pediu à Apple para ativar as antenas de rádio FM do iPhone. Pedido esse que foi imediatamente negado porque, imagine-se só, os novos iPhone não possuem estas antenas. Foi também dia de a Apple publicar o seu relatório de transparência e de anunciar que o Apple Music já ultrapassou os 30 milhões de assinantes.

Esta semana fica marcada, como é óbvio, pelo evento que ocorreu terça-feira no novo Apple Park e onde foram apresentados o novo Apple Watch Series 3, a Apple TV 4K, o iPhone 8 e o iPhone X. O semanário desta semana serve como reflexão das novidades apresentadas.

O tributo a Jobs

O evento começou com um tributo ao co-fundador da Apple e que também dá nome ao auditório: Steve Jobs. As suas palavras encheram a sala: “One of the ways that I believe people express their appreciation to the rest of humanity is to make something great.”.

I love hearing his voice. It was only fitting that Steve should open his theatre. – Tim Cook

Aquele, viria a ser, sem dúvida, um momento transformador para a Apple e para Cook. “It’s taken some time, but we can now reflect on him with joy instead of sadness.”

Jobs trabalhou durante uma década, disse Cook, no novo campus para a Apple. Um campus que aumentaria a colaboração entre engenheiros e designers a criar a próxima geração de produtos para mudar o mundo.

Este foi sem dúvida um momento decisivo da apresentação e que viria a marcar todo o seu passo. Mais do que a apresentação de um novo Watch ou um novo iPhone, o evento serviu para algo bem mais importante, definir o Apple Park como o seu novo campus e, com isso, homenagear Jobs publicamente.

As lojas da Apple

Angela Ahrendts, vice-presidente sénior das lojas da Apple, começou o evento com uma atualização às novas lojas da Apple, que agora, segundo a própria são pensadas mais como “town halls”. A vice-presidente afirmou ainda que a gigante de Cupertino vê agora as suas lojas mais como uma oportunidade de educação, exemplificando com a nova iniciativa “Today at Apple”.

No fim de contas, as lojas da gigante não servem para mais do que vender os seus produtos, mas a estratégia a longo termo revela um investimento da empresa em futuros potenciais clientes.

Apple Watch Series 3

Jeff Williams, que para além de gerir as operações da Apple é também o responsável pelo Watch e pelas iniciativas de saúde da empresa subiu ao palco. A gigante continua sem revelar os números de vendas do seu relógio, mas Cook já tinha dito antes que as vendas têm crescido 50% ano após ano, tornando-o no relógio mais vendido em todo o mundo, à frente de marcas como a Rolex, a Fóssil ou a Omega.

Embora seja a cada dia mais claro que, o mercado de relógios inteligentes é predominantemente um mercado de Apple Watch, torna-se também cada vez mais claro que a Apple não vê o Watch nesse contexto. O relógio é mais um produto que a gigante de Cupertino usa para mudar o paradigma da computação portátil, como foi inicialmente o MacBook, o iPod e o iPhone.

Jeff Williams apresentou ainda aquele que é, para mim, um dos melhores vídeos produzido pela Apple nos últimos tempos: o Apple Watch na mão dos consumidores, mostrando os vários usos ao redor do mundo a partir de cartas escritas à Apple.

O propósito do Watch nem sempre foi claro, tanto para a Apple como para os consumidores, mas parece que finalmente a gigante encontrou o caminho certo.
Depois de revisto o watchOS 4, já apresentado na WWDC, Jeff Williams mostrou ainda novas funcionalidades para o monitoramento de batimento cardíaco. Há agora alertas quando o Watch deteta que os batimentos estão elevados ou irregulares, dando assim o próximo passo do relógio. O Apple Watch deixa de ser um dispositivo de monitoramento e passa a ser um assistente. É certo que cada vez mais veremos funcionalidades como esta, já que a Maçã finalmente definiu o caminho a seguir que parece ser este.

Foi também apresentado o Apple Watch Series 3. No exterior as mudanças não são grandes, a grande mudança é, sem dúvida, os dados móveis. Esta “simples” funcionalidade transforma o Watch de um dispositivo que nunca se poderia afastar muito do iPhone, para um dispositivo não dependente deste. Certo que ainda limitado pelo seu tamanho e pela potência, mas não pela distância como acontecia. Esta mudança oferece toda uma nova realidade ao relógio da Apple.

A Apple TV 4K

Foi Eddy Cue, o responsável pelos serviços da Apple, o encarregado de apresentar as novidades da Apple TV. As críticas foram muitas quando, há dois anos, a Apple apresentou uma nova Apple TV sem suporte a 4K. Decisão facilmente explicada pelo pouco conteúdo 4K disponível.

Para além disso, há mais uma variável no jogo, o HDR. Como Eddy Cue demonstrou em palco, as diferenças são muitas e, há dois anos, a tecnologia simplesmente não estava pronta. A Apple fez o que costuma sempre fazer, esperou até a tecnologia estar consolidada para lançar uma solução completa que oferece aos consumidores a melhor experiência possível.

O anúncio de que o conteúdo 4K manter-se-ia ao mesmo preço que o conteúdo HD, e o conteúdo já comprado seria automaticamente atualizado para 4K fez o auditório delirar. Não só a Apple pisca o olho a novos potenciais consumidores com esta medida, como mantém os atuais satisfeitos.

O iPhone 8 e o iPhone 8 Plus

Quando Phil Schiller, o homem forte do marketing mundial da Apple, subiu ao palco ficamos logo a saber que viriam aí novos iPhone. Com a gigante de Cupertino, a mudar o padrão do nome. Em vez de um modelo 7s, os modelos passaram logo para iPhone 8. Embora, este ano o seu design seja parecido com o modelo antecessor, todo o processo mudou e isso pode explicar a mudança no padrão.

O alumínio, usado desde o iPhone 6 e iPhone 6 Plus, foi agora abandonado em favor do vidro. Decisão, facilmente explicada com facto do iPhone 8 ser agora compatível com o carregamento sem fios através do padrão Qi.
A dúvida que fica é, a tecnologia de carregamento sem fios evoluiu assim tanto que a Apple mudou de ideias e finalmente adotou uma tecnologia que já é usada há vários anos pelos mais diversos fabricantes para que no futuro possa apresentar-nos um aparelho totalmente sem fios, ou será que a empresa apenas precisava de uma funcionalidade para apresentar este ano e teve que ceder ao mercado? Cá estaremos para ver.

Contudo, para mim, uma das grandes surpresas da noite foi sem dúvida o novo Apple A11 Bionic. O novo processador, inteiramente desenhado pela Apple, apresenta seis (!) cores, dois eles dedicados à performance e os outros quatro à eficiência, ou seja, quando é necessário executar tarefas mais pesadas são usados os cores dedicados à perfomance, caso contrário são usados os cores com elevada eficiência. O processador tem ainda a capacidade de usar os seis cores ao mesmo tempo.
Já há alguns anos que a Apple dá cartas no hardware, ultrapassando em muitos pontos a concorrência mas parece que finalmente deram a volta, devendo estar para breve a mudança para chips próprios nos seus computadores, já que o novo chip apresentado tem melhores perfomances do que alguns dos chips mais recentes da Intel.

O sistema de câmaras também foi renovado e, graças ao novo ISP que equipa o A11 Bionic é possível fotografar com o novo modo “Iluminação de Retrato”. A nova funcionalidade, do modelo Plus, chegará em beta mas pelas demonstrações parece muito bom. Para além disto, e no que se refere ao vídeo o iPhone é agora capaz de filmar em 4K a 60 fps. A melhor qualidade num smartphone segundo a gigante de Cupertino.

A Apple aproveitou ainda para reduzir as suas linhas de produtos, no que toca pelo menos ao número de modelos. Os modelos Preto Brilhante, Ouro Rosa e o Product (RED) desapareceram e os novos iPhone estão apenas disponíveis em 64GB e 256GB. Permitindo assim à empresa ter uma linha de produtos muito mais gerenciável.

A apresentação do iPhone 8 fica ainda marcada pela presença de Portugal durante a apresentação. Duas das fotos que demonstraram o novo sistema de câmaras foram fotografadas em Portugal, uma mostra a Ponte 25 de Abril, a outra o Bairro Alto, ambas em Lisboa.
Juntando isto com o facto de o Terreiro do Paço estar em destaque na página de produto do iPhone X, nota-se o crescente interesse da Apple em Portugal, e em Lisboa em específico. Facto esse que pode ser justificado por Lisboa estar cada vez mais na moda, levando a gigante a redobrar o seu interesse na capital portuguesa. Interesse esse que, e como na Apple nada é feito ao acaso, poderá significar que veremos num futuro, próximo ou não, a chegada da primeira loja oficial Apple ao nosso país.

Schiller, como sempre, fez um excelente trabalho a apresentar o novo iPhone. Em qualquer outro ano, em todos os sentidos, o iPhone 8 seria tão inovador e substantivo tem sido sempre. Este ano, porém, fica na sombra do iPhone X.

A “One more thing…”

A frase, protagonizada por Jobs, não é usada muitas vezes por Cook, mas este ano tanto o iPhone X como o momento que se estava a viver mereciam. O novo iPhone X, que se deve ler iPhone 10, é o início da nova década de iPhone.

Phil Schiller voltou ao palco para apresentar os detalhes do novo modelo: o iPhone X tem quase todas as novas funcionalidades do iPhone 8, mas acrescenta um ecrã OLED HDR, não tem bordas nem botão Home, tem estabilização ótica em ambas as câmaras traseiras, tem um novo sistema de câmaras True Depth à frente e troca o Touch ID pelo novo Face ID. A grande dúvida e um dos pontos fulcrais neste novo aparelho é saber se a falta de um botão Home e o controlo total por gestos, à lá Snapachat, resulta.

As pessoas odeiam a mudança. É por isso que melhor do que mudar é iterar, baseando o novo no que já nos é familiar. Foi assim com a transição do Skeuomorphism para o iOS 7 e é agora com a transição do botão Home para o controlo total por gestos. Grandes mudanças criam grande tensão. Sem elas, porém, o futuro está sempre a chegar mas nunca chega claramente.

O novo iPhone estará disponível em Cinzento Sideral e Prateado, em 64GB e 256GB, em mais um claro movimento da Apple para reduzir a linha de produtos do iPhone
O que não se percebe é o facto da Apple ter mantido a linha de produtos completa e não ter cortado nenhum modelo. Manter o iPhone SE é aceitável e até se percebe que a Apple o atualize, mas manter iPhone 6s, iPhone 7 e agora iPhone 8 e iPhone X não é compreensível.

Já estamos na semana anterior ao próximo grande evento da Apple. Considerado por muitos um dos eventos mais importantes dos últimos tempos da gigante de Cupertino. É por lá também que se ultimam os últimos pormenores para as grandes novidades anuais do iPhone. Esta semana foi recheada. Fica aqui o principal das novidades da Maçã.

A semana começou com a divulgação de algumas imagens que nos mostram o interior do Steve Jobs Theater, embora antigas mostram o interior nunca antes visto do palco da próxima apresentação da Apple. Para além disto, foi também esta semana oficializada a mudança de mãos da Siri. A assistente virtual da gigante de Cupertino está agora nas mãos de Craig Federighi, deixando para trás Eddy Cue. Uma mudança que não só demonstra a cada vez maior importância da Siri dentro da Apple como também uma maior proximidade à componente tecnológica da empresa.

E por falar em Eddy Cue, o atual responsável pelos serviços da Apple parece que está cada vez mais a tentar uma aproximação a Hollywood. Será que veremos nos próximos tempos um “Netflix” made in Cupertino? Os sinais parecem pelo menos indicar o cada vez mais interesse da Apple na produção de conteúdo próprio. Segundo o Financial Times, a empresa está mesmo a tentar produzir uma série com as atrizes Jennifer Aniston e Reese Witherspoon.

Terça-feira foi dia de a Apple lançar um novos auscultadores da Beats, os Studio 3. Este novo produto vem com o chip W1 que equipa também os AirPods e uma nova tecnologia de cancelamento de ruído. O preço? 350€ em Portugal. Mas nem tudo foram boas notícias. A Apple anunciou oficialmente o fim do Apple Music/iTunes Festival em Londres, justificando o seu fim com o facto de querer focar os seus esforços em várias iniciativas mais pequenas, como foi o caso do SXSW. Quem também chegou ao fim de vida foi o iPod nano de 6ª geração que foi oficialmente tornado clássico/obsoleto esta semana.

A conhecida aplicação para iOS Pixelmator chegou esta semana ao macOS. A empresa responsável pelo seu desenvolvimento oficializou a sua chegada aos computadores, estando no entanto por enquanto em fase beta. Por falar em chegadas, o HomeKitty foi apresentado esta semana. O que é isto? Um site muito simples onde se pode pesquisar por categorias todos os aparelhos compatíveis com o HomeKit. Vale a pena a visita!

Quinta-feira e como já é hábito foi dia da chegada de novos betas do iOS 11, que já bateu todos os recordes no que toca ao número de betas para uma versão do sistema operativo móvel da Apple. Vai na 10ª versão. Surgiram também rumores que a Apple está no mercado atrás dos direitos do novo filme de James Bond, algo a ter em conta. Os dias por Cupertino têm sido agitados. A Apple, em parceria com a Foxconn, está também atrás da divisão de chips da Toshiba.

A empresa chegou também esta semana a acordo com a Warner Music, detentora dos direitos musicais de vários artistas como Ed Sheeran ou Red Hot Chilli Peppers. Provavelmente, este novo acordo não terá nenhum impacto nos consumidores, provavelmente apenas significará que a Apple vai pagar menos pelos direitos de streaming dos artistas da Warner. E por fim, tivemos também a notícia da chegada de 4 novos executivos da área de vídeo. Poucas dúvidas restam que a Apple está a apostar forte nesta área.