Já faltam poucas semanas para o lançamento do tão esperado iPhone X. No entanto e enquanto o próximo iPhone não chega a Apple vai-se preparando para o lançamento, calma e silenciosamente. Aqui  deixamos o resumo desta semana, para que não deixe escapar nada.

Segunda-feira surgiu mais um caso de iPhone 8 Plus com a bateria estufada e embora a percentagem ronde apenas os 0.0001% em mais de um milhão de iPhone já vendidos, já são alguns. Jony Ive esteve na New Yorker TechFest a falar sobre design e do processo por detrás do iPhone X. Foi também na segunda que foram anunciadas duas saídas: Eric Billingsley, diretor de infra-estrutura do iCloud e Bruce Sewell, conselheiro da Apple.  O Carpool Karaoke, gravado poucas semanas antes de Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park, se suicidar foi também ao ar esta semana e disponibilizado gratuitamente no Facebook. A Apple mostrou ainda alguns dos novos emojis do iOS 11.1.

No dia seguinte, foi apresentado um estudo que revela que as críticas de que a Apple propositadamente fazia os iPhone mais antigos mais lentos com as atualizações ao iOS são falsas. A gigante de Cupertino disponibilizou também o beta 2 do watchOS 4.1, macOS 10.13.1  e tvOS 11.1 e a nova versão da beta pública do iOS 11.1. Tim Cook esteve por França e entre outras coisas encontrou-se com o novo presidente francês para debater temas como a educação.

As suspeitas de que a Apple está a trabalhar numa plataforma própria de produção de conteúdo são cada vez mais densas. Quarta-feira foi divulgado que a próxima série produzida por Steven Spielberg terá como cliente a Apple. E por lapso, a Google comprou a Apple neste dia. Como? Segundo a Dow Jones devido a um erro técnico foram lançadas notícias falsas, entre elas uma que afirmava que a empresa de Mountain View teria comprado a Maçã por 9 mil milhões de dólares.

Quinta-feira foi revelado que a Apple está a trabalhar com a LG em telas dobráveis para equipar os iPhone. Contudo, os primeiros resultados do trabalho só deverão estar disponíveis ao público em 2020. A gigante de Cupertino abriu também dois laboratórios musicais na India, inaugurados esta semana. E Tim Cook inaugurou um novo centro para startups na universidade de Oxford. A Apple lançou também o 11.0.3 que, à semelhança do iOS 11.0.2, corrige alguns bugs.

Para terminar a semana, a Apple depois de alguns anos recebeu aprovação para construir mais um data-center na Irlanda no valor de mil milhões de dólares. Segundo estatísticas reveladas esta semana o iOS 11 já ultrapassou as instalações do iOS 10 nos dispositivos disponíveis. E um grupo, com membros como o Google e a Apple culpam a China de facilitar o roubo de propriedade industrial com as novas leis que obrigam as empresas que lá querem produzir a revelar o funcionamento dos produtos.

Se notou que a bateria do seu iPhone está a morrer depois de atualizar para o iOS 11, não é o único. Eu sei, este artigo quase parece um daquelas publicidades enganosas da internet, mas não o é. É apenas um simples truque.

Com a nova versão do sistema operativo, a Apple tomou a decisão de ligar as atualizações em segundo plano por defeito para todas as aplicações instaladas. O que é que isto significa? Que todas as aplicações têm liberdade para se atualizarem, mesmo quando não estão a ser utilizadas.

Para desativar isto é bastante fácil e pode significar poupanças bastante grandes, já que as aplicações não necessitam de estar sempre a atualizar. Os passos são os seguintes:

  1. Abrir as definições
  2. Carregar em Geral
  3. Carregar em “Atualizar em segundo plano”
  4. Percorrer as listas de aplicações e desligar as atualizações das que vir que não sejam preciso atualizarem em segundo plano – praticamente tudo à exceção de mapas, email, notícias e música.

Depois disto as melhorias no consumo de bateria melhoram bastante. Outro dos truques também mencionados pela comunidade e que resulta com algumas pessoas é desligar o modo de “Auto-Brilho” em “Definições” > “Geral” > “Acessibilidade” > “Opções de ecrã” > “Brilho automático”.

 

 

Amigos, chegámos ao futuro. A realidade virtual está aí em força, não só nos jogos mas também nas mais variadas tarefas diárias. Não acredita? Espreite então a aplicação que trago esta semana, SketchAR.

SketchAR é uma app para desenhar que utiliza a fantástica tecnologia da realidade virtual. E funciona mesmo mesmo bem. Vejamos como. Na biblioteca encontra uma série de modelos, como animais ou figuras humanas. Escolhido o modelo, o próximo passo é apontar a câmara do iPhone para a superfície onde vai desenhar, como uma folha branca.

A aplicação vai lhe pedir para desenhar uns círculos na folha, que irão servir como referência para o dispositivo. Depois é só desenhar ‘por cima’ do modelo que escolheu. Vai ajudá-lo a fazer verdadeiras obras primas.

Para além dos modelos incríveis que a app disponibiliza, pode ainda optar por desenhar uma fotografia que tenha guardada. Ou seja, escolhe a foto, SketchAR converte-a para uma espécie de rascunho e pronto, é só desenhar.

Além disso, existe também uma secção onde pode guardar os seus projetos inacabados; pode ir trabalhano neles de acordo com o seu tempo disponível.

Nota: SketchAR apenas está disponível para os dispositivos que suportam a Realidade Virtual.

Cada vez mais está a tornar-se tendência as semanas calmas por Cupertino. Esta semana não foi além dos habituais rumores, pequenas mudanças e alguns anúncios. Aqui vos deixamos o resumo desta semana, para que não deixem escapar nada.

Segunda-feira a Apple disponibilizou no seu site o relatório de sustentabilidade do novo iPhone X que será lançado em breve. Para além disso, e segundo alguns rumores, a Apple irá fazer de novo uma mudança na tecnologia de processadores que equipam os seus computadores, passando a usar tecnologia ARM. Será que veremos processadores desenhados pela gigante de Cupertino? Depois do sucesso que tem tido nos dispositivos móveis é bem provável. Tim Cook foi às compras e o alvo foi a Regaind, uma pequena empresa francesa especializada em visão por computador.

No dia seguinte, a Apple disponibilizou no GitHub os kernel (a parte mais fundamental dos sistemas operativos) tanto do iOS como do macOS, em mais uma iniciativa de contributo open-source da empresa. Quem está em maus lençóis é a Irlanda que depois de ver a Apple julgada por suposta evasão fiscal no país, foi agora também condenada pela União Europeia no mesmo processo.

Quarta-feira foi dia de iOS e nada de mais por Cupertino. A Apple lançou o iOS 11.0.2 que corrige o suposto problema de ruído durante as chamadas nos iPhone 8, entre outras pequenas correções. Foi também dia de anunciar que o iOS 11 já chegou a uns incríveis 38.5% dos dispositivos compatíveis.

Quinta foi dia de Tim Cook voltar às compras. Desta vez o alvo foi a Init.ai, mais uma pequena empresa com apenas 6 empregados e que o produto vai ajudar a melhorar a Siri, nomeadamente os Business Chats, novidade apresentada no iOS 11. Surgiram também supostos casos de iPhone 8 com a bateria estufada, a empresa norte-americana disse que já está a investigar o problema.

A semana terminou com o lançamento de uma atualização suplementar do novo macOS 10.13 High Sierra para além de corrigir a robustez da instalação e problemas com o Mail, corrige também, ainda que não divulgado, uma vulnerabilidade do APFS. Por último a Siri, que confundiu o hino oficial da Bulgária com a tão famosa música Despacito.

A aplicação que vos trago esta semana pode interessar mais às mulheres, mas no fundo é útil para todos os que se preocupam com a a pele. Chama-se Beautiful Me e a sua principal função é detectar o perfil da pele do utilizador.

Como é que funciona? O processo é tão simples que até custa a acreditar. Basicamente a app analiza a sua pele a partir de fotografias suas. Pode carregar fotos do facebook, do telemóvel ou tirar fotografias no momento. A partir dessas imagens, Beautiful Me mede as mudanças nas características faciais, maquiagem, envelhecimento e cabelo para o ajudar a entender melhor a sua pele, bem como que produtos são mais aconselhados para si.

A aplicação diz-lhe qual o tom de base mais adequado à sua pele. É ou não é fantástica? É incrível e funciona super bem. E para além disso, também lhe dá umas dicas sobre o seu cabelo. É um must-have, completamente

Beautiful Me
Price: Free

Esta foi a semana de as coisas acalmarem. Depois de nas últimas semanas a Apple ter apresentado três novos iPhone, um novo Apple Watch e uma nova Apple TV e de na semana passada ter iniciado a venda de dois dos novos iPhone e dos restantes produtos esta semana foi a vez de acalmar o mercado.

Segunda-feira foi o dia escolhido pela Apple para o lançamento oficial da nova versão do macOS, o High Sierra, compatível com os seguintes modelos:

  • MacBook Pro – 2010 ou posterior
  • MacBook – Late 2009 ou posterior
  • MacBook Air – 2010 ou posterior
  • iMac – Late 2009 ou posterior
  • Mac Mini – 2010 ou posterior
  • Mac Pro – 2010 ou posterior

Foi também na segunda-feira que foi revelada uma reportagem do Buzzfeed que nos mostra como a gigante de Cupertino prepara o lançamento de um novo produto nas suas lojas e de a iFixit nos apresentar a desmontagem dos iPhone lançados na semana anterior e os resultados são surpreendentes.

No dia seguinte, mais uma novidade. A Siri passou a usar como padrão o motor de busca do Google, deixando assim cair a parceria com a Microsoft que levava a que todas as pesquisas pela assistente da Apple fossem feitas usando o Bing. Ficamos também a saber que o iOS 11, lançado há menos de um mês já está instalado em 25% dos dispositivos que o suportam, números impressionantes! Outra das notícias que nos chegou foi um novo “Gate”. Ao que parece alguns utilizadores dos novos iPhone estão a aperceber-se de ruídos quando fazem chamadas pelos seus novos iPhone. Teremos uma nova “iPhonegate”?

Quarta-feira foi dia de grandes novidades pelos lados de Cupertino. Porquê? A Apple teve uma permissão da FDA para entrar no seu programa de aprovação expressa de recursos de saúde, juntamente com a Fitbit. Isto significará que a Maçã não estará sujeita ao longo e demorado processo de aprovação, permitindo não só aprovar mais rapidamente novos produtos como o fazer sem sua divulgação pública, como tanto gosta. Foi ainda divulgado o novo iOS 11.0.1, que se foca na parte de fotografia dos iPhone, corrigindo alguns bugs.

Quinta-feira foi um dia agitado. Para além de remover o macOS Sierra da App Store, reformular a sua página de privacidade, publicar um extenso relatório sobre a segurança do Face ID e das declarações a afirmar que a nova “iPhonegate” iria ser corrigida através de software, a Apple ainda deu mais um passo no seu, já vasto, repertório de séries próprias. Desta vez será uma série ao estilo de Breaking Bad ou Game of Thrones.

Para terminar a semana, mais uma polémica. A FCC, órgão regulatório das comunicações americanas, pediu à Apple para ativar as antenas de rádio FM do iPhone. Pedido esse que foi imediatamente negado porque, imagine-se só, os novos iPhone não possuem estas antenas. Foi também dia de a Apple publicar o seu relatório de transparência e de anunciar que o Apple Music já ultrapassou os 30 milhões de assinantes.

Sabe onde pode encontrar dicas de saúde, dieta, exercício, cuidados de pele… entre muitas outras coisas? Na Musely, uma app fantástica que descobri esta semana e que me vai facilitar muito a vida.

Musely é uma aplicação onde pode pesquisar e partilhar dicas. Sobre o quê? Sobre tudo na realidade. Musely contém milhares de truques para o ajudar a ter uma vida mais feliz e preenchida.

Assim que fizer login (eu fiz pelo Facebook), Musely faz-lhe algumas questões acerca dos seus interesses. As suas respostas vão compor a sua página ‘Home’, recheando-a com artigos fantásticos sobre os assuntos que selecionou.

Vai encontrar dicas de exercício físico (como se livrar da gordura no rabo ou como tonificar as pernas), de alimentação (tanto fit como não), de coisas que pode criar em casa (máscaras de beleza, mobiliáro ou peças de decoração), truques para encontrar viagens baratas e muito, muito mais. É só tirar um tempinho para descobrir tudo o que a aplicação oferece.

Se tiver algo a partilhar com o mundo, por favor não se acanhe. Nesta app pode também criar as suas próprias dicas e partilhar com toda a comunidade! Já sabe, convide os seus amigos e aproveite todas as sugestões que Musely lhe oferece.

Musely
Price: Free

No regresso às aulas trago-vos uma sugestão dirigida aos mais pequenos da família (e aos pais, que agradecem que os miúdos estejam entretidos). Whiskey a aranha é uma aplicação ideal para crianças entre os 2 aos 5 anos, repleta de jogos que estimulam a criatividade e aptidões lógicas infantis!

Há quatro modos com atividades diferentes. Existem jogos de pintura onde a criança pode pintar a aranha com várias ferramentas (lápis, caneta com motivos e carimbos) e desafios para vestir (com direito a acessórios e tudo!) a aranha. Além disso, a app dispõe também de atividades onde a criança tem que identificar objetos pelas formas, arrastando-os, ou procurando-os no meio de outros elementos.

Com Whiskey a aranha os mais novos aprenderão a arrumar objetos dentro duma imagem, colorir dentro das linhas e a desenhar livremente. Uma excelente forma da criança aprender enquanto se diverte.

Whiskey a aranha
Price: Free+

 

Esta semana fica marcada, como é óbvio, pelo evento que ocorreu terça-feira no novo Apple Park e onde foram apresentados o novo Apple Watch Series 3, a Apple TV 4K, o iPhone 8 e o iPhone X. O semanário desta semana serve como reflexão das novidades apresentadas.

O tributo a Jobs

O evento começou com um tributo ao co-fundador da Apple e que também dá nome ao auditório: Steve Jobs. As suas palavras encheram a sala: “One of the ways that I believe people express their appreciation to the rest of humanity is to make something great.”.

I love hearing his voice. It was only fitting that Steve should open his theatre. – Tim Cook

Aquele, viria a ser, sem dúvida, um momento transformador para a Apple e para Cook. “It’s taken some time, but we can now reflect on him with joy instead of sadness.”

Jobs trabalhou durante uma década, disse Cook, no novo campus para a Apple. Um campus que aumentaria a colaboração entre engenheiros e designers a criar a próxima geração de produtos para mudar o mundo.

Este foi sem dúvida um momento decisivo da apresentação e que viria a marcar todo o seu passo. Mais do que a apresentação de um novo Watch ou um novo iPhone, o evento serviu para algo bem mais importante, definir o Apple Park como o seu novo campus e, com isso, homenagear Jobs publicamente.

As lojas da Apple

Angela Ahrendts, vice-presidente sénior das lojas da Apple, começou o evento com uma atualização às novas lojas da Apple, que agora, segundo a própria são pensadas mais como “town halls”. A vice-presidente afirmou ainda que a gigante de Cupertino vê agora as suas lojas mais como uma oportunidade de educação, exemplificando com a nova iniciativa “Today at Apple”.

No fim de contas, as lojas da gigante não servem para mais do que vender os seus produtos, mas a estratégia a longo termo revela um investimento da empresa em futuros potenciais clientes.

Apple Watch Series 3

Jeff Williams, que para além de gerir as operações da Apple é também o responsável pelo Watch e pelas iniciativas de saúde da empresa subiu ao palco. A gigante continua sem revelar os números de vendas do seu relógio, mas Cook já tinha dito antes que as vendas têm crescido 50% ano após ano, tornando-o no relógio mais vendido em todo o mundo, à frente de marcas como a Rolex, a Fóssil ou a Omega.

Embora seja a cada dia mais claro que, o mercado de relógios inteligentes é predominantemente um mercado de Apple Watch, torna-se também cada vez mais claro que a Apple não vê o Watch nesse contexto. O relógio é mais um produto que a gigante de Cupertino usa para mudar o paradigma da computação portátil, como foi inicialmente o MacBook, o iPod e o iPhone.

Jeff Williams apresentou ainda aquele que é, para mim, um dos melhores vídeos produzido pela Apple nos últimos tempos: o Apple Watch na mão dos consumidores, mostrando os vários usos ao redor do mundo a partir de cartas escritas à Apple.

O propósito do Watch nem sempre foi claro, tanto para a Apple como para os consumidores, mas parece que finalmente a gigante encontrou o caminho certo.
Depois de revisto o watchOS 4, já apresentado na WWDC, Jeff Williams mostrou ainda novas funcionalidades para o monitoramento de batimento cardíaco. Há agora alertas quando o Watch deteta que os batimentos estão elevados ou irregulares, dando assim o próximo passo do relógio. O Apple Watch deixa de ser um dispositivo de monitoramento e passa a ser um assistente. É certo que cada vez mais veremos funcionalidades como esta, já que a Maçã finalmente definiu o caminho a seguir que parece ser este.

Foi também apresentado o Apple Watch Series 3. No exterior as mudanças não são grandes, a grande mudança é, sem dúvida, os dados móveis. Esta “simples” funcionalidade transforma o Watch de um dispositivo que nunca se poderia afastar muito do iPhone, para um dispositivo não dependente deste. Certo que ainda limitado pelo seu tamanho e pela potência, mas não pela distância como acontecia. Esta mudança oferece toda uma nova realidade ao relógio da Apple.

A Apple TV 4K

Foi Eddy Cue, o responsável pelos serviços da Apple, o encarregado de apresentar as novidades da Apple TV. As críticas foram muitas quando, há dois anos, a Apple apresentou uma nova Apple TV sem suporte a 4K. Decisão facilmente explicada pelo pouco conteúdo 4K disponível.

Para além disso, há mais uma variável no jogo, o HDR. Como Eddy Cue demonstrou em palco, as diferenças são muitas e, há dois anos, a tecnologia simplesmente não estava pronta. A Apple fez o que costuma sempre fazer, esperou até a tecnologia estar consolidada para lançar uma solução completa que oferece aos consumidores a melhor experiência possível.

O anúncio de que o conteúdo 4K manter-se-ia ao mesmo preço que o conteúdo HD, e o conteúdo já comprado seria automaticamente atualizado para 4K fez o auditório delirar. Não só a Apple pisca o olho a novos potenciais consumidores com esta medida, como mantém os atuais satisfeitos.

O iPhone 8 e o iPhone 8 Plus

Quando Phil Schiller, o homem forte do marketing mundial da Apple, subiu ao palco ficamos logo a saber que viriam aí novos iPhone. Com a gigante de Cupertino, a mudar o padrão do nome. Em vez de um modelo 7s, os modelos passaram logo para iPhone 8. Embora, este ano o seu design seja parecido com o modelo antecessor, todo o processo mudou e isso pode explicar a mudança no padrão.

O alumínio, usado desde o iPhone 6 e iPhone 6 Plus, foi agora abandonado em favor do vidro. Decisão, facilmente explicada com facto do iPhone 8 ser agora compatível com o carregamento sem fios através do padrão Qi.
A dúvida que fica é, a tecnologia de carregamento sem fios evoluiu assim tanto que a Apple mudou de ideias e finalmente adotou uma tecnologia que já é usada há vários anos pelos mais diversos fabricantes para que no futuro possa apresentar-nos um aparelho totalmente sem fios, ou será que a empresa apenas precisava de uma funcionalidade para apresentar este ano e teve que ceder ao mercado? Cá estaremos para ver.

Contudo, para mim, uma das grandes surpresas da noite foi sem dúvida o novo Apple A11 Bionic. O novo processador, inteiramente desenhado pela Apple, apresenta seis (!) cores, dois eles dedicados à performance e os outros quatro à eficiência, ou seja, quando é necessário executar tarefas mais pesadas são usados os cores dedicados à perfomance, caso contrário são usados os cores com elevada eficiência. O processador tem ainda a capacidade de usar os seis cores ao mesmo tempo.
Já há alguns anos que a Apple dá cartas no hardware, ultrapassando em muitos pontos a concorrência mas parece que finalmente deram a volta, devendo estar para breve a mudança para chips próprios nos seus computadores, já que o novo chip apresentado tem melhores perfomances do que alguns dos chips mais recentes da Intel.

O sistema de câmaras também foi renovado e, graças ao novo ISP que equipa o A11 Bionic é possível fotografar com o novo modo “Iluminação de Retrato”. A nova funcionalidade, do modelo Plus, chegará em beta mas pelas demonstrações parece muito bom. Para além disto, e no que se refere ao vídeo o iPhone é agora capaz de filmar em 4K a 60 fps. A melhor qualidade num smartphone segundo a gigante de Cupertino.

A Apple aproveitou ainda para reduzir as suas linhas de produtos, no que toca pelo menos ao número de modelos. Os modelos Preto Brilhante, Ouro Rosa e o Product (RED) desapareceram e os novos iPhone estão apenas disponíveis em 64GB e 256GB. Permitindo assim à empresa ter uma linha de produtos muito mais gerenciável.

A apresentação do iPhone 8 fica ainda marcada pela presença de Portugal durante a apresentação. Duas das fotos que demonstraram o novo sistema de câmaras foram fotografadas em Portugal, uma mostra a Ponte 25 de Abril, a outra o Bairro Alto, ambas em Lisboa.
Juntando isto com o facto de o Terreiro do Paço estar em destaque na página de produto do iPhone X, nota-se o crescente interesse da Apple em Portugal, e em Lisboa em específico. Facto esse que pode ser justificado por Lisboa estar cada vez mais na moda, levando a gigante a redobrar o seu interesse na capital portuguesa. Interesse esse que, e como na Apple nada é feito ao acaso, poderá significar que veremos num futuro, próximo ou não, a chegada da primeira loja oficial Apple ao nosso país.

Schiller, como sempre, fez um excelente trabalho a apresentar o novo iPhone. Em qualquer outro ano, em todos os sentidos, o iPhone 8 seria tão inovador e substantivo tem sido sempre. Este ano, porém, fica na sombra do iPhone X.

A “One more thing…”

A frase, protagonizada por Jobs, não é usada muitas vezes por Cook, mas este ano tanto o iPhone X como o momento que se estava a viver mereciam. O novo iPhone X, que se deve ler iPhone 10, é o início da nova década de iPhone.

Phil Schiller voltou ao palco para apresentar os detalhes do novo modelo: o iPhone X tem quase todas as novas funcionalidades do iPhone 8, mas acrescenta um ecrã OLED HDR, não tem bordas nem botão Home, tem estabilização ótica em ambas as câmaras traseiras, tem um novo sistema de câmaras True Depth à frente e troca o Touch ID pelo novo Face ID. A grande dúvida e um dos pontos fulcrais neste novo aparelho é saber se a falta de um botão Home e o controlo total por gestos, à lá Snapachat, resulta.

As pessoas odeiam a mudança. É por isso que melhor do que mudar é iterar, baseando o novo no que já nos é familiar. Foi assim com a transição do Skeuomorphism para o iOS 7 e é agora com a transição do botão Home para o controlo total por gestos. Grandes mudanças criam grande tensão. Sem elas, porém, o futuro está sempre a chegar mas nunca chega claramente.

O novo iPhone estará disponível em Cinzento Sideral e Prateado, em 64GB e 256GB, em mais um claro movimento da Apple para reduzir a linha de produtos do iPhone
O que não se percebe é o facto da Apple ter mantido a linha de produtos completa e não ter cortado nenhum modelo. Manter o iPhone SE é aceitável e até se percebe que a Apple o atualize, mas manter iPhone 6s, iPhone 7 e agora iPhone 8 e iPhone X não é compreensível.

Durante a apresentação da passada terça-feira, e já depois de apresentados o novo Apple Watch, a nova Apple TV 4K e o iPhone 8, estava a ser apresentado o iPhone X. Depois de Phil Schiller ter falado sobre este novo modelo, chamou ao palco Craig Federighi para demonstrar o aparelho.

Foi então que houve um pequeno deslize com o iPhone X a não funcionar com Craig Federighi. O vice-presidente da gigante de Cupertino pegou no iPhone X para demonstrar o Face ID, tentou duas vezes e apareceu o ecrã de bloqueio numérico, o que acontece quando o sistema de reconhecimento (seja Touch ID ou Face ID) falha. Foi então que teve que usar outro aparelho e aí sim, a demonstração não falhou.

Várias foram as questões levantas após a apresentação. Várias foram as opções levantadas e já se havia dito mesmo que a culpa teria sido a falta de preparação. O que aparece no iPhone é o famoso ecrã “Your passcode is required to embale Face ID”, o que acontece quanto o iPhone é reiniciado, é atualizado ou o sistema de reconhecimento falha várias vezes.

A Apple veio esclarecer a situação, através de David Pogue do Yahoo que conseguiu obter uma declaração da gigante:

Foram várias as pessoas que mexeram no dispositivo em palco na preparação para a apresentação, que não perceberam que o Face ID estava a tentar autenticar os seus rostos. Depois de algumas tentativas falhadas, o iPhone fez o que era suposto fazer pedir a senha numérica. O Face ID funcionou como foi previsto.

Posto isto, e depois da polémica esclarecida resta mesmo esperar pelo iPhone X que chega ao mercado em novembro.