Sumo de Maçã: WWDC 2015, o que (não) mudou em 3 anos

Entrámos em Junho, mês sinónimo de WWDC para os seguidores do universo Apple. Este ano nada de boas novas acerca de hardware, pois a família de dispositivos é cada vez maior e só os seus sistemas operativos, bem como os novos serviços Apple, já geram assunto qb para apresentar ao nível de software. A solução para abrir espaço para novidades de hardware seria aumentar o tempo da keynote. O problema é o que o ‘entertainer’ de serviço já não é Jobs e Tim Cook, convenhamos, não é propriamente o ‘El Capitan’ mestre no lançamento de tiradas irónicas e provocações humorísticas capazes de segurar a audiência euforicamente para além das 2 horas de conferência. Contudo talvez o problema em entreter não esteja apenas e só relacionado com a personalidade e tom monocórdico de Tim Cook, pois analisando com mais cuidado as novidades apresentadas, o material digno de lançar uma ou outra farpa aos concorrentes começa a escassear.

Dizem por aí que o iOS 9 está cada vez mais ‘Androidiano’, onde a nova e aprimorada Siri vai fazer o que já faz o Google Now, onde o Apple Maps vai receber novas funcionalidades sobre trânsito e transportes públicos, algo já muito consolidado no Google Maps e que a aplicação nativa Notas vai tentar ser uma espécie de Evernote. Nada de muito revolucionário portanto. No fundo é dar uma roupagem Apple ao que de melhor os concorrentes andam a desenvolver. Acentua-se assim uma nova e estranha tendência onde a Apple tenta superar a competição apresentando números (ora venda de dispositivos, ora número de lojas e aplicações, etc.) e não verdadeiras revoluções capazes de por a salivar toda uma plateia. Números esses que há alguns anos eram o principal, se não único forte argumento da concorrência em relação ao trabalho desenvolvido em Cupertino. Salve-se o Apple Music (com o a ressurreição encapotada do Ping), o Apple Pay e as novidades relojoeiras…

Apesar de tudo isto convém alertar os mais distraídos que esta semana não foi apenas marcada por mais uma WWDC. Afinal o iClub comemorou 3 anos desde o seu lançamento. Não deixa de ser interessante comparar a conferência de 2012 com a edição de 2015. Continuamos à espera de uma Siri que fale português de Portugal e de uns Mapas que nos possibilitem finalmente apagar a aplicação da Google de forma a libertar precioso espaço nos nossos dispositivos que teimosamente continuam com a entrada de gama nos 16GB de armazenamento.

Mas nestes 3 anos nem tudo parece estagnado. Há quem esteja numa espiral de ascensão meteórica! Afinal o grande Paulo Futre, que há três anos promovia o iClub, por estes dias promete melhorar de forma rápida os vossos ‘dispositivos’ através de um revolucionário suplemento alimentar. Talvez tenha sido isso que alguns senhores na Califórnia experimentaram e que deu origem ao novo iPhone 6 Plus. Lá está… é a velha discussão acerca do tamanho.

“Sumo de Maçã” é um espaço de opinião obtido directamente da actualidade Apple concentrada. Rico em antioxidantes deve beber-se bem fresco logo pela segunda-feira.

0 comments