Steve Jobs e as patentes

Hoje em dia é fácil apontar o dedo à Apple, como empresa que usa e abusa das suas patentes para processar tudo e todos que se aproximem demasiado dos seus “territórios”. No entanto, há sempre os dois lados da questão – e embora não vá novamente mergulhar no pantanoso mundo do que se deveria ou não permitir patentar (por mim, era abolir as patentes desde já, e depois recomeçar do zero) – não deixa de ser interessante espreitar alguns dos incidentes que terão “escaldado” Steve Jobs.

Ao que parece, a Apple nem se dava ao trabalho de patentear grande coisa nos anos anteriores ao lançamento do iPhone… mas, quando foram processados em 2006 devido ao seu iPod, e tiveram que pagar $100 milhões ao detentor da patente de um “dispositivo portátil de reprodução de música”, Steve Jobs terá passado do “8” ao “80”, e prometido patentear tudo o que eles criassem daí para a frente.

Um episódio que ajudará a explicar o relevo que foi dado durante a apresentação do iPhone, e onde expressamente referiu que o patentearam até à exaustão.

Por muito que se possa tornar apetecível olhar para a Apple como sendo um “lobo mau”, interrogo-me quantos de nós, se tivessemos passado por uma situação idêntica de ter que pagar $100 milhões por violação de uma patente, não teríamos uma atitude bem diferente daí para a frente?

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