Review: Um dia completo com o Apple Watch

O Apple Watch foi anunciado há mais de um ano, mas só começou a ser vendido no início deste ano em alguns países nos quais Portugal não está incluído, embora esteja à venda na iStuff. Com o passar do tempo mais pessoas vão conhecendo o produto mas as interrogações que se ouvem são sempre as mesmas: Mas para que é que isso serve? Para quê ter isso quando tenho o meu telemóvel no bolso? Dar tanto dinheiro por uma coisa tão limitada? Estas são só algumas das questões que nos perguntam todos os dias cada vez que falamos no Apple Watch. Há algum tempo fizemos o unboxing deste aparelho, agora chegou a vez da review.

O objetivo desta review é tentar desmascarar um pouco essas perguntas, não pretendemos fazer uma review normal mas sim relatar-vos o proveito que podem tirar do relógio. Por isso, pusemos mãos à obra. Coloquei o relógio, um Apple Watch Sport, à meia-noite do dia 12 de novembro e partimos para vos tentar esclarecer. Só o voltei a tirar às 23:59 desse mesmo dia.

08:00 – Acordar com o Apple Watch

Acordar com o Apple Watch é uma sensação única. Para quem, como eu, está habituado a acordar ao som de “Radiação”, um clássico dos sons de despertador do iPhone, acordar com a vibração do Apple Watch é realmente muito bom. A vibração é subtil mas ao mesmo tempo conseguimos acordar, e a sensação é parecida com aquela que temos quando alguém nos acorda. Este ponto foi talvez dos que mais me impressionou e dos que dou mais uso.

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10:00 – Rastrear a atividade física no Ginásio

A atividade física foi a aposta forte da Apple para a primeira geração do Apple Watch e não desiludiu. A aplicação de atividade física da própria Apple é muito boa e para além de conseguir rastrear atividade na rua é possível também rastrear a nossa atividade física no ginásio. No meu caso, costumo rastrear a corrida no ginásio. Enquanto estamos a treinar conseguimos ver o tempo que já passou desde que começamos a exercitar, os km (neste caso) que já percorremos, as calorias gastas e o nosso batimento cardíaco em tempo real (fiquei com algumas dúvidas neste ponto já que os batimentos mostrados no ecrã eram exagerados e medindo com outro aparelho os valores não correspondiam). No final da atividade temos um resumo do que fizemos.

Um ponto interessante é o facto de não precisar de estar ligado (via Bluetooth) ao iPhone para rastrear a atividade física o que é bastante interessante visto que não preciso de andar com os dois no ginásio.

12:00 – No Trabalho

Pode parecer que não mas o Apple Watch é também uma boa ferramenta de trabalho, umas das funções que para mim mais se destacou neste ponto foi a função que nos lembra para levantar de hora a hora. Outra ponto forte desta primeira geração do relógio inteligente da gigante de Cupertino são as chamadas “Watchs Faces”, ou seja, os tipos de relógios disponíveis. São muito variados e as personalizações, uma das coisas em que a Apple não é muito forte, também são bastantes, o que nos permite deixar o relógio ao nosso gosto.

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O ponto mais forte desde gadget, contudo, são as notificações e é aqui que ele verdadeiramente brilha. Não há melhor sensação do que recebermos uma mensagem, um tweet ou até mesmo uma notificação do Facebook e podermos simplesmente levantar o pulso e olhar, sem termos que ir ao telemóvel e alertar todos os nossos colegas de trabalho. Simplesmente pelo facto de nos permitir que o som da notificação seja substituído já é de si uma característica especial já que para além de não alertar as pessoas em nosso redor, conseguimos percepcionar que recebemos uma notificação muito mais facilmente. Neste aspeto a vibração ganha por uma grande margem ao som.

18:00 – Atender chamada enquanto conduzimos

Este é talvez um ponto controverso, mas dei por mim a atender chamadas via Apple Watch já que as mãos estão perto da minha boca e para ouvir e falar não as tenho que tirar do volante. Esta é daquelas coisas que não foi pensada quando o Apple Watch foi concebido mas é uma consequência lógica. Atender chamadas no Watch era algo que pensava que nunca iria fazer porque não é natural mas revelou-se uma ferramenta muito útil enquanto conduzo.

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21:00 – Controlar as lâmpadas com Apple Watch

Há algum tempo fizemos aqui no iClub a review da lâmpada inteligente Revogi, lâmpada essa que oferece uma aplicação para iPhone e Apple Watch que a permite controlar todo o dispositivo. Ligar e desligar a lâmpada no Watch é algo muito natural e foi, juntamente com o despertador dos pontos que mais gostei no novo dispositivo da Maçã.

22:00 – Monitorização de sono

Por último, e como já era hora de ir dormir chegamos à parte do monitorização de sono. A Apple não oferece uma aplicação nativa para este fim, o que se percebe já que a bateria desta primeira geração não é dos seus pontos mais fortes e nota-se que é um “work in progress”. Contudo, e como é habitual nos sistemas da Apple os programadores já puseram mãos ao trabalho e já existem diversas aplicações com o objetivo do monitorização do sono. A decidi instalar pelas críticas foi Sleep++, uma aplicação que faz todo o monitorização do sono que é bastante precisa e tem também uma função de despertador, função que não usei porque fiquei bastante satisfeito com o nativo.

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