Obama pede prudência mas não escolhe um lado na guerra entre FBI e Apple

O actual Presidente dos Estados Unidos da América deu a sua opinião durante uma prolongada entrevista com o Editor Chefe do The Texas Tribune (via AppleInsider).

Barack Obama não acredita em absolutismos e, por esta razão, acha que a Apple está a tentar tornar o caso maior do que realmente é. Obama diz que criar um sistema que é completamente intransponível vai contra a filosofia dos últimos 200-300 anos que existe nos Estados Unidos.

No entanto, o presidente dos Estados Unidos compreende, até certo ponto, o ponto de vista da Apple. Obama diz ser preciso ter a certeza que o governo do Estados Unidos, ou qualquer entidade federal, não consegue aceder ao conteúdo privado dos dispositivos móveis, sempre que lhes apetece. Embora destacando o iPhone pela actual guerra em tribunal, Barack Obama faz questão de mencionar “smartphones” e não só iPhones.

Para Obama seria importante “limitar o acesso a dados privados dos utilizadores” mas esta sugestão acaba por apoiar o pedido do FBI à Apple: a existência de uma porta traseira. Este pedido tem sido repetidamente rejeitado pela Apple, que não acredita na criação de uma porta traseira apenas para os “Bons” e não para os “Maus”.

O CEO da Apple, Tim Cook, chegou mesmo a afirmar recentemente que este pedido é o equivalente a um “cancro de software”.

 

 

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