O ponto de partida para o iPhoneOS

“Este é o dia pelo qual esperei 2 anos e meio.”- dizia Steve Jobs no começo do discurso da apresentação do iPhone. Em Cupertino, nesse período de tempo em que a Apple tinha o projeto envolto em secretismo, Jobs insistia na sua visão perfeccionista, afinal de contas, com ele nada podia falhar, era o tudo, ou nada.

O software foi aquele mais testado internamente. Não podiam inovar apenas no design, o software tinha de acompanhar esta visão revolucionária que o iPhone viria a trazer. E por isso decidiu criar duas equipas, uma liderada por Scott Forstall e outra por Tony Fadell, para desenvolverem duas interfaces base, uma delas iria ser o ponto de partida para o iPhoneOS.

A apresentada por Fadell era nada mais nada menos que um iPod mais desenvolvido, com uma clickwheel touch. A outra desenvolvida por Forstall era algo estranha, com botões no ecrã que apresentavam as opções. A escolhida, a que mais tarde veio a dar vida ao sistema operativo que todos conhecemos foi a segunda. A partir daí, Scott Forstall ficava responsável pelo iOS, um cargo que ocupou até 2012 quando saiu o inesquecível (pelos piores motivos) iOS6.

Mais de dez anos separam este jogo de bastidores. Mais uma vez se prova (se é que ainda é preciso ser provada alguma coisa quanto a este senhor…) que Steve Jobs não era um mero CEO. Jobs escolheu o caminho mais difícil, a base mais rudimentar, aquela que não seria a escolha tão óbvia, devido ao sucesso do iPod. É graças ao seu espirito visionário que a Apple se tornou numa empresa super influente, e também que a tecnologia é como é, e passou a ser alvo de admiração por muita gente.

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