O dilema das primeiras versões e porque é que não vou comprar o Macbook Pro Retina

Macbook Pro Retina

Levante o braço quem não ficou imediatamente tentado a adquirir o novo Macbook Pro Retina. Não fosse o preço e talvez não tivessem pensado duas vezes.

Há um problema com as primeiras versões de tudo. Normalmente as primeiras versões são sempre extremamente tentadoras, extremamente novas e extremamente caras. Deixam-nos estúpidos, de boca aberta, seduzidos pela finura, rapidez e pelos pixeis por metro quadrado. Vêm sempre bem acompanhadas de vídeos ainda mais orgásticos que o nosso fascínio e de reviews de rebentar a escala (Pudera, não há termos de comparação).

O problema é depois. Obviamente. Vai-se a ver e as atualizações desaparecem depressa, estranhamente mais depressa que os modelos mais novos. Vai-se a ver e o hardware está no limite, não convém abusar, ou talvez até seja melhor voltar atrás, porque está no limiar e eu preciso de exportar este vídeo quanto antes. Ou a coisa era tão nova que deu para o torto e foi relançada com um nome diferente. Marketing, they say.

Na verdade, falo por experiência. Vejamos: o iPhone 3GS vai receber a próxima atualização de iOS, o iOS6. Claro que não recebe as coisas novas mais apetecíveis, mas sempre existe algo novo, sempre se vê que ainda é de valor. Pois bem, o iPhone 3G, o primeiro iPhone a chegar a Portugal, já não recebe atualizações desde o 4.2 e já se contam pelos dedos as aplicações novas que se podem instalar. Tudo bem que em termos tecnológicos 4 anos é muito tempo, mas caramba, ainda funciona e há de durar.

Por isso, meus amigos, é de não comprar este Macbook Pro com ecrã Retina, onde as letras são tão definidas e a espessura é de meter nojo, porque as primeiras versões nunca vão ser tão boas como as segundas. Isso, ou as coisas que conto a mim próprio para não cair em tentação…

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