O caminho para uma arquitectura cada vez mais fechada

O lançamento do novo “novo” MacBook veio marcar ainda mais o caminho escolhido pela Apple de reduzir as opções do utilizador por forma a conseguir maior performance no menor espaço possível. Esse caminho já tinha sido traçado quando as baterias deixaram de poder ser substituídas pelo utilizador. Agora, com a nova geração MacBook Pro o tradicional disco rígido passa a ser parte integrante do sistema, com chips de memória flash soldados directamente no seu interior. O mesmo acontece com a memória RAM. Estas alterações seguem o que tinha sido feito com o MacBook Air – computador que se tem relevado um sucesso de vendas – chegando agora ao segmento dos portáteis profissionais.

Se por um lado estamos limitados às especificações que escolhermos quando compramos o portátil, por outro temos um MacBook Pro bastante mais fino e com uma arquitectura pensada de raiz a todos os níveis, onde a bateria pode ocupar mais espaço e mesmo a circulação de ar pode ser optimizada sem o obstáculo de ter de deixar espaço para colocar um disco rígido ou placas de memória.

E se há uns anos era normal trocar de portátil a cada dois anos, tal era o salto de performance entre gerações, hoje temos portáteis que aguentam três, quatro ou mesmo cinco anos sem mostrarem grandes sinais da sua idade. O acesso às baterias foi bloqueado quando estas começaram a ultrapassar as 5 horas de utilização. Hoje é a memória e o disco rígido que passam a deixar de estar acessíveis. Com discos baseados em memória flash e com 8GB de memória RAM de base, a Apple considera que qualquer que seja a opção feita pelo utilizador quando comprar um destes novos portáteis, este será suficiente para aguentar o passar dos anos sem mostrar falhas de performance após um ou dois anos. Isto permite rentabilizar o investimento feito e justificar esta arquitectura mais “fechada”.

Este parece ser o caminho traçado pela Apple. O iPod, iPhone e iPad nunca tiveram baterias acessíveis ou mesmo ranhuras para expansão de memória. E ontem confirmámos que os portáteis Apple vão seguir este caminho. Resta o iMac, que não deverá ficar para trás.

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