Novos resultados fiscais levam acções da Apple a queda acentuada

Este último trimestre para a Apple foi “desafiante”, de acordo com as palavras do próprio CEO da empresa, Tim Cook. Numa situação pouco habitual nos últimos anos da Apple, as receitas e o número de dispositivos iOS comercializados diminuiu, quando comparado com período idêntico do ano passado.

De todos os produtos da Apple apenas os “digitais” conseguiram sobreviver à razia que foi este trimestre Q2 de 2016. O Apple Music cresceu em 2 milhões de utilizadores desde Fevereiro, contando agora com 13 milhões de subscritores, enquanto que as receitas da App Store cresceram 35%.

No entanto, situação inversa tiveram todos os outros produtos da Apple. No último trimestre foram estas as vendas da Apple:

  • 51,1 milhões de iPhones
    • Menos 36% quando comparado com Q1 2016
    • Menos 17% quando comparado com Q2 2015
  • 10.25 milhões de iPads
    • Menos 38% quando comparado com Q1 2016
    • Menos 19% quando comparado com Q2 2015
  • 4 milhões de Macs
    • Menos 24% quando comparado com Q1 2016
    • Menos 9% quando comparado com Q2 2015

Todo esta redução teve, obviamente, um impacto negativo nas receitas da Apple que ficaram nos 50.6 mil milhões de dólares (menos 33% quando comparado com Q1 2016 e menos 13% que o período homólogo de 2016). Nem o mercado chinês – outrora o sucesso da Apple – teve resultados positivos neste trimestre.

Como seria de esperar, a resposta dos investidores e accionistas da Apple foi imediata. Desde a apresentação dos resultados fiscais, as acções da empresa têm caído sucessivamente. Nos últimos 3 dias as acções desceram mais de 10 dólares a unidade, o que se traduz uma perda superior a 10%.

 

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