Novos iPad’s: o bom e o mau

Mais um evento especial da Apple e a primeira curiosidade é comprovar (ou não) a veracidade dos rumores. O principal era certamente o iPad Mini e por isso começo por ele: correspondeu às expectativas, quer ao nível das especificações, quer ao nível do preço. Resumidamente? Temos o iPad 2 versão 7,9″ a começar nos 329$. As primeiras críticas surgiram tão rapidamente como os aplausos, as principais a apontarem que é um iPad mais fraco do que a atual 3ª geração por uma poupança a rondar os 150$.

Para muitos outros consumidores, é um produto há muito tempo esperado. Sejamos sinceros, a principal razão que impediu muitos fãs da Apple em comprar uma das versões anteriores prende-se com o preço. É verdade que temos tablets android e RIM à venda mais baratos, mas isso simplesmente não é opção para quem está habituado ao sistema iOS. Com o iPad Mini, podemos adquirir a versão 64GB wifi por pouco mais de 500$. Se formos mais modestos, 320$ (16GB, wifi) é um preço bem acessível e a par da concorrência.

A par do preço, outras das novidades que este iPad traz é, claro, o tamanho/peso. Pessoalmente, sempre achei o iPad demasiado grande e pesado para a funcionalidade a que se propõe, se não se conseguir segurar com uma só mão, mais vale comprar um Macbook Air. Por isso percebi perfeitamente quando apresentaram o iPad Mini como “o que se consegue fazer com este que não se faz com o atual iPad? Segurar com uma mão”, afirmação que foi alvo de críticas nas redes sociais, mas que neste contexto faz todo o sentido.

Para quem ainda não se estreou no mundo dos tablets, este iPad Mini apresenta certamente um forte argumento e vem mesmo a tempo do Natal: a versão wifi começa a ser vendida já a partir da próxima semana, dia 2 de Novembro, Portugal incluído.

O lado mau do evento de ontem: a apresentação do iPad de 4ª geração. Se tivesse perdido amor ao dinheiro e comprado o iPad 3 há seis meses atrás ficava seriamente chateada com a Apple. Não se trata de um mero update: temos um novo iPad com retina display e novo processador “duas vezes mais rápido”.

Estamos já habituados aos tempos de renovação da Apple: 1 ano para atualizações modestas, 2 anos para renovação mais séria. Tem sido mais ou menos assim com iPhones e as várias linhas de Macs. Esta redução de prazo não faz qualquer sentido. Quem comprou o iPad 3 não vai renovar agora e quem pensa nas compras de Natal pensa também que mais uns meses e é tempo de novo iPad, que até agora vem sendo apresentado em meados de Março.

Como consumidora da Apple, espero sinceramente que esta opção por tempos mais curtos não se torne regra ou a marca passará a ter muitos (mais) clientes duvidosos no momento de renovação dos seus equipamentos.

0 comments