Novo iTunes… sem Ping


Ping? perguntam-se vocês!

Ping foi a tentativa da Apple de criar uma rede social em volta dos produtos vendidos na iTunes Store, mais notoriamente em torno da música. A ideia seria nós podermos recomendar uma música comprada, para todos os nossos amigos saberem o que estamos a ouvir…Ora numa época em que todos já partilham isto e muito mais via Facebook, aliado a uma utilidade pouco prática, ditou aparentemente o fim desta rede social.

Em outubro será lançada a nova versão do iTunes, o music player de desktop mais usado em todo o mundo, e com ele vai-se o Ping.

Digamos que não fará grande falta, mas as novidades que esta versão vai trazer em troca são mais que muitas, e bem vindas para um software que já acusa o peso dos anos… não só por ser pesado, ter uma interface “antiquada”, mas porque nós próprios já acumulamos grandes quantidades de ficheiros multimédia, a grande maioria deles gerido por este software, aumentado ainda pelo sincronismo com os iphones da vida.

Mas vamos as novidades.

Suportado numa interface muito mais “finger friendly”, ou não fosse directamente importada da versão de iPad, a partir deste momento troca-se a visão de coverflow (de utilidade duvidosa depois de vista uma primeira vez), por uma visão dedicada por cada forma de arrumação, e.g. ao optar por música, esta poderá ser vista como uma lista de músicas, ou uma lista de thumbnails com as capas dos discos. Agora só após se clicar numa destas capas é que se tem acesso a toda a informação do álbum e músicas disponíveis.

Imagem da visão de capas.

Finalmente o mal amado genious, que é uma das componentes do iTunes que tem o papel de, com base na vossa lista de músicas, propor músicas relacionadas para compra na store foi refinado e chama-se “in the store” picks.

Foi criada ainda a possibilidade de criar de uma playlist instantânea à qual podemos ir adicionando músicas para ouvir a seguir, sem ter que gravar uma playslist completa. Isto aliado ao novo miniplayer permite um nível de controlo muito maior, que ao permitir a pesquisa direta nesta mini interface, vem evitar o ter que se abrir toda a app e ver a lista infindável de músicas da nossa discobiblioteca.

mini player

Finalmente, um novo aspecto visual, uma melhor integração com o iCloud (permitindo além do sincronismo cross devices, o gravar o sítio em que se está a consumir (e.g. permitindo mudar do iPad para uma Apple TV sem ter que se procurar qual a parte do filme que se está a ver) funcionalidade já disponível por exemplo no PLEX) e a capacidade de aceder ao histórico das bandas que se ouviu na store fecham as novidades deste player na sua componente cloud.

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