Meios de comunicação tornaram Steve Jobs num “super-herói” depois da morte

Steve Jobs foi “pasteurizado” depois da morte, isto porque a imprensa generalista eliminou todos os “germes” que existiam em torno da personagem. É com estes termos que um grupo de investigadores brasileiros apresenta a conclusão do seu estudo: após a morte, o cofundador da Apple foi tornado num super-herói. Mas o estudo diz mais.

Diz por exemplo que a imprensa tende a esquecer que os feitos alcançados pela Apple sob a liderança de Steve Jobs, sobretudo os grandes lançamentos recentes na área dos dispositivos móveis, são fruto do trabalho de mais pessoas. Um facto que não sendo omitido, acaba por não ser muito valorizado nas histórias sobre o já falecido empreendedor norte-americano.

Sobrava para Jobs a designação de “génio”, “visionário” e “uma das personalidades mais importantes do nosso tempo”, como é descrito no estudo.

Outra situação que raras vezes é mencionada é o efeito do acaso nas ações de Steve Jobs enquanto esteve ao lemo da Apple. “Os media apresentam um enredo que subvaloriza que muitas das descobertas na vida de Steve Jobs foram conseguidas como resultado do acaso e da sorte”, pode ler-se no estudo. “Os factos são entrelaçados no enredo de uma forma que deixa pouco espaço para a chance ou o acaso”, adiantam os investigadores.

Este foi mesmo o factor que deu origem ao título da investigação: “A morte de Steve Jobs: como os media designam sorte e azar”. Os mais curiosos podem tentar cruzar as conclusões do estudo com a biografia autorizada escrita por Walter Isaacson e tirarem as suas próprias conclusões. Os leitores podem ainda recuperar algumas das transformações assinadas por Steve Jobs.

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