IKEA e os renders fotorealistas 3D

O velho ditado que dizia “ver para crer” poderá ter os dias contados, já que hoje em dia todos sabemos que já nem aquilo que vemos poderá ser real, por muito realista que possa parecer. E isso é algo que não se aplica apenas aos filmes de Hollywood repletos de efeitos digitais, mas também… a simples catálogos, como os do IKEA.

Com enormes recursos dedicados à produção destas fotografias para os seus catálogos (num gigantesco estúdio onde trabalham quase trezentas pessoas, entre carpinteiros, fotógrafos, decoradores, etc.) a IKEA há muito que começou a olhar para a modelação digital como uma forma de simplificar o seu trabalho. Em 2006 colocou a primeira imagem criada digitalmente no seu catálogo, para ver se os potenciais clientes eram capazes de a detectar… e não foram.

Na edição deste ano, 12% das imagens que virem no catálogo são criações digitais, e que a empresa espera duplicar para a edição do próximo ano.

Imagem real
Criação digital
Imagem real
Criação digital

Torna-se assim mais fácil recriar os cenários pretendidos, sem as complicações “físicas” de ter que construir (e destruir) todos os sets que desejam fotografar, e que obrigam a imenso trabalho mesmo quando apenas se deseja subtituir alguns dos materiais para que se tornem mais apelativos aos clientes das diferentes áreas geográficas.

Para mim, isto não é novidade nenhuma, pelo que penso que a verdadeira notícia será quando o catalógo do IKEA não tiver sequer uma única fotografia real.

(Ainda assim, é curioso ver que também os actuais “artistas” responsáveis pelos cenários físicos do catálogo do IKEA, como pintores e carpinteiros, contribuem para a criação das imagens 3D, dando as suas dicas e sugestões para que estas fiquem com um aspecto realista e não uma imagem demasiado “sintética” como muitas vezes acontece nas recriações e modelações digitais em 3D).

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