Emoções

Este post pode ser considerado fútil, estranho, talvez doentio. Ainda reflecti algumas horas antes de o dar à estampa, mas acabei por decidir fazê-lo; não me importo do que possam pensar embora esteja certo que haverá também muita gente a apreciar estas linhas e sobretudo a imagem que deixo mais abaixo.

Quando se é fã de alguma coisa, é normal que haja ícones que gostemos de abraçar. Imagine o leitor que é doido por futebol e lhe permitiam calçar uma chuteira de Eusébio, que é músico e que podia soprar no trombone trompete de Louis Armstrong, que é um furioso condutor de automóveis e que podia colocar na cabeça um capacete de Ayrton Senna.

Agora imagine que eu, profissional profundamente ligado à marca da maçã, ficava ali uns segundos a contemplar embevecidamente um objecto, tendo debaixo das cabeças dos meus dedos, com  o teclado à minha mercê, o último computador de José Saramago.

Percebem a ideia, a emoção? Obrigado, Pilar.

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