Distribuidora portuguesa exige 40 milhões à Apple

A edição de hoje do jornal Sol anuncia que o grupo luso Taboada & Barros submeteu uma ação judicial contra a Apple, acusando a empresa norte americana de violação de concorrência e conduta comercial desleal, factos que originaram o fecho da distribuidora portuguesa Interlog, sua subsidiária.

Entre as principais acusações, destaca-se a espoliação dos canais de distribuição montados e desenvolvidos ao longo de 20 anos pelas Interlog, através da proibição e limitação de fornecimento a grandes retalhistas, como a Fnac, Rádio Popular, Staples e Grupo Auchan. O facto de as margens terem sido reduzidas em um terço passando de 12% para 4%, ao abrigo de um novo contrato com a empresa de Cupertino, bem como a apropriação por parte desta, da loja online, criada e gerida pela Interlog, completam o rol de acusações que fundamenta o pedido de 40 milhões de euros de indemnização.

A empresa portuguesa, que detinha a exclusividade dos produtos Apple em Portugal, cessou atividade em março de 2011, devido à impossibilidade de suportar as condições impostas unilateralmente pela Apple Sales Internacional, que se tinha entretanto instalado em território português e apoderado coercivamente do negócio.

Este tipo de acusações contra a empresa norte americana não são novidade, tendo já sido recentemente noticiado o fecho de cadeias de distribuição de produtos Apple, nomeadamente a francesa eBizcuss e a norte americana iStore.

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