Desculpa Apple, a nova Apple TV não é o futuro da televisão

Quando a Apple TV foi lançada por Steve Jobs em 2007 era apenas, como ele próprio a descreveu, um hobbie. Notava-se que era um produto inacabado, com um grande percurso pela frente e que era apenas uma tentativa da Apple para começar a entrar no mercado da televisão e explorar os gostos dos utilizadores. Mas isso mudou o ano passado.

Em setembro de 2015, Tim Cook apresentou-nos aquilo que é, agora, o futuro da televisão segundo a Apple. Como o próprio CEO da Apple descreveu o futuro da televisão são as aplicações. Até aí, penso que estamos todos de acordo. O que difere na nossa visão, falando agora em nome próprio, é que tipo de aplicações e conteúdos.

O futuro da televisão é um futuro onde o rei não é a quantidade mas sim a seletividade e exclusividade do conteúdo.

Todos nós que temos um serviço pago de televisão em casa já nos perguntamos para que quereremos 200 canais quando na verdade só vemos 10 deles. O futuro da televisão está aqui. Porque é que não podemos simplesmente descarregar as aplicações dos canais que queremos, pagar uma subscrição mensal e ter-mos só o conteúdo que realmente vemos? O futuro da televisão é um futuro onde o rei não é a quantidade mas sim a seletividade e exclusividade do conteúdo. A prova disto são os contratos recentes das duas maiores operadoras de televisão em Portugal, NOS e MEO que compraram todos os jogos dos 3 principais clubes em Portugal. Um sinal de que as operadoras estão cada vez mais a querer criar conteúdo em vez de o distribuir.

Não seria perfeito se a Fox, a SportTV ou qualquer uma dos canais pagos tivesse uma simples aplicação na App Store da Apple TV que descarregaríamos, pagaríamos por um mês e veríamos livremente esse canal durante um mês?

Fica a ideia Apple, for free.

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