Cooperativa do Vídeo, diga não à pirataria!

A pirataria é cada vez mais um problema real e um assunto debatido, e nem sempre são apresentadas soluções alternativas. Depois surgem iniciativas como a Cooperativa do Vídeo que ajudam, de forma prática, a combater esta realidade. A Cooperativa é constituída por um grupo de pessoas com o objetivo comum de adquirirem, em co-propriedade, filmes e séries em formato digital, usufruindo deles numa ótica de espectador em utilização privada, sem daí obter outro qualquer benefício. O projeto começou mesmo com esta ideia e com a uma questão: “Será possível, sem recorrer à pirataria, aceder à cultura e ao entretenimento a um preço razoável?”

O projeto funciona de maneira muito simples: ao inscrever-se, será inserido num grupo de partilha de uma conta do iTunes Store, através do serviço “Partilha de Família” que a própria Apple disponibiliza, e do Netflix, que também permite que várias pessoas tenham acesso a uma conta partilhada, sendo atribuído um perfil para cada utilizador. Esta partilha com outros membros permite poupanças de até 83% na compra de filmes do iTunes e 66% na assinatura do Netflix, já que a quota mensal na Cooperativa do Vídeo é de apenas 14€. Depois os sócios podem ver os seus filmes e séries onde, quando e sempre que quiserem. O catálogo de filmes varia nas diversas “famílias” consoante a longevidade de cada grupo, já que estas começam todas com zero filmes. Contudo, na conta onde testamos o serviço verificamos que o catálogo era extenso e continha os filmes mais recentes do iTunes Store.

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Esta solução não é em nenhuma medida ilegal e, segundo o próprio fundador e responsável, Luiz Pinto: “Tivemos o cuidado de analisar os termos e condições de ambos os serviços, onde não encontramos qualquer exigência de laços de parentesco entre os elementos dos grupos de partilha. Daí, a nossa convicção da denominação “Partilha de Família” se tratar apenas de uma estratégia de marketing, e não de uma limitação de abrangência ao serviço. Acresce que, apesar de não termos contactado diretamente com o sector comercial destas empresas, temos mantido desde sempre, um contacto direto com os serviços de suporte, com os quais mantemos toda a transparência quanto à forma e composição dos grupos de partilha. Também terão a noção de que estas empresas já nos teriam contactado se estivéssemos a lesar os seus interesses, o que nitidamente não será o caso, pois possivelmente somos o seu melhor cliente (aliás, quando compramos dezenas de filmes no iTunes, conseguimos alterar o top de vendas)”.

No entanto, no caso do iTunes, o serviço apresenta algumas limitações impostas pela própria Apple. Não é possível associar-se a mais do que um grupo familiar, e ao estar associado a um grupo, só poderá fazer parte de um novo grupo uma vez a cada ano. Também existem restrições às compras pessoais no iTunes, App Store e iBooks via cartão de crédito, situação facilmente colmatada com a compra dos cupões da iTunes/App Store já à venda em Portugal.

Em resumo, na opinião de toda a equipa do iClub esta é uma forma simples e notável de combater a pirataria e ao mesmo tempo promover a cultura de forma universal, a um preço justo.

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