Apple recolhe dados do ResearchKit para investigação

Apple ResearchKIT

O ResearchKit foi apresentado ao público em Março de 2015 no Evento Especial da Apple designado como “Spring Forward”, o mesmo consistia em tornar-se numa plataforma que ajuda-se na investigação biomédica. Sendo o ResearchKit um projecto open source, centenas de projectos surgiram nas primeiras semanas e com a sua potencialidade dezenas de parcerias com instituições médicas foram criadas.

Dado o sucesso do ResearchKit, a Apple começou a recolher dados de pesquisa que os utilizadores enviam através dos aplicativos que estejam associados a esta plataforma, a recolha destes dados é previamente autorizada pelos utilizadores caso o pretendam.

Alguns utilizadores da plataforma do ResearchKit, com aplicações associadas a esse programa já reportaram que algumas apps começam a solicitar autorização de envio de dados para a própria Apple. É descrito nessa autorização que a empresa é considerada o segundo investigador, e que irá utilizar os dados recebidos para fins de pesquisa, investigação e desenvolvimento.

Anteriormente a Apple tinha referido que não iria recolher qualquer tipo de dados obtidos pelo ResearchKit, mas o potencial do programa é tão elevado que a empresa acabou por ponderar se deveria usufruir da informação que os clientes reportam na plataforma para iniciar a sua própria investigação na área da saúde. Esta alteração na política de privacidade de dados dos utilizadores fez com que a Apple desse uma explicação sobre o sucedido. A explicação oficial da empresa foi dado ao site Mashable, mas resumidamente o mais importante a salientar é o seguinte:

“Aprendemos muito sobre o poderoso papel do iPhone e do Apple Watch, e na ajuda que os mesmos podem dar na pesquisa médica e sabemos que há ainda muito mais que podemos fazer” … “Para alguns estudos do ResearchKit, a Apple será referenciada como um investigador, recebendo informações de participantes que autorizem a partilha dos seus dados, para que possamos participar em conjunto com a comunidade de pesquisa para explorarmos como a tecnologia pode melhorar a forma como as pessoas gerem a sua saúde.”

O “Mole Mapper Melanoma Study” e o “Parkinson mPower study app” são as primeiras apps a terem uma ligação directa à Apple para partilha de informações dos seus utilizadores. É de salientar que nestas duas aplicações são necessárias duas autorizações de acesso aos dados, uma da própria aplicação e a segunda da própria Apple. Caso o utilizador rejeite qualquer uma das autorizações, ou até mesmo ambas, as apps funcionam na mesma sem qualquer tipo de restrição.

Depois das mais recentes questões com a segurança de dados dos dispositivos iOS, a Apple garante que apesar da mesma guardar os dados dos utilizadores os mesmos serão guardados nos seus servidores e utilizados de forma segura durante o processo de estudo por parte da empresa.

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