Apple quer reforçar iOS e iCloud e contrata programador de app eleita por Edward Snowden

Numa altura em que a batalha entre a Apple e o FBI vê novos capítulos, a gigante norte-americana não mostra intenções de ceder e quer ainda reforçar mais a segurança dos seus dispositivos.

De acordo com o The New York Times e o Financial Times, a Apple pediu aos seus engenheiros para desenvolver novos métodos de encriptação para o hardware dos iPhones e os backups do iCloud, para que nem a própria Apple consiga aceder quando agências governamentais peçam.

Com a decisão de optimizar tanto o iCloud como o dispositivo móvel em si, a Apple pretende que não exista nenhuma porta possível que os investigadores possam usar para aceder a qualquer conteúdo, que existiu ou existe num determinado dispositivo.

Actualmente todo o conteúdo guardado no iCloud é encriptado com a chave a ser guardada pela Apple. Este facto faz com que muitas vezes as agências governamentais peçam o acesso a estes backups. Segundo o Financial Times, a Apple quer desenvolver um método que permita que a chave de encriptação fique no próprio dispositivo e não com a Apple.

No caso que levantou esta batalha entre a Apple e o FBI, a empresa de Cupertino deu acesso aos backups do telefone do atirador. No entanto os mesmos poderão não ter sido as versões mais actuais do dispositivo porque o FBI e a polícia local mudaram os dados do Apple ID, impedindo assim uma sincronização continua.

Para reforçar ainda mais a posição da Apple, a empresa contratou Frederic Jacobs. Jacobs é criador da app Signal, aclamada pela sua segurança sendo até usada por Edward Snowden, um dos maiores defensores da privacidade tecnológica. Jacobs irá juntar-se à Apple no Verão e irá trabalhar, como seria de esperar, na equipa de desenvolve os softwares da Apple.

No que diz respeito ao hardware, a Apple equaciona a possibilidade de apenas permitir a actualização de firmware quando a mesma for validade através do Passcode. Sem esse passcode, o dispositivo poderá mesmo eliminar todos os dados.

Embora no caso do iCloud as mudanças poderão afectar todos os utilizadores actuais, a verdade é que estas medidas são vistas como o “futuro” da segurança da Apple e não propriamente o presente.

 

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