Apple e outras empresas associadas a exploração infantil

A revelação é da Amnistia Internacional (AI) e coloca várias empresas de topo como a Apple, Samsung e Sony no centro de um problema que afecta milhares de crianças.

Segundo a AI são mais de 45 mil crianças que estão envolvidas na exploração de cobalto na República democrática do Congo e que, por dia, chegam a receber menos de 2 dólares pelo seu trabalho. Adicionalmente as crianças não têm qualquer protecção para as vias respiratórias, sendo assim obrigadas a aspirar “pó de cobalto” que pode trazer graves doenças pulmonares. Por vezes, as pessoas que morrem dentro da mina ficam lá sem que as pessoas depois as tirem de lá.

O cobalto explorado em minas ilegais é vendida à Congo Dongfang Mining (CDM), que é uma subsidiária da empresa chinesa Huayou Cobalt. Da China, o cobalto é depois enviado para produção de baterias tanto neste país como na Coreia do Sul.

A Apple afirmou à AI que é incapaz de determinar a origem do cobalto usado nas suas baterias nem confirmou se tinha algum contrato com a empresa CDM/Huayou Cobalt. Este tipo de comentários foram também realizados por outras empresas, o que torna toda a situação mais preocupante. Se as empresas não sabem a origem dos seus materiais, como podem alguma vez garantir a segurança e os direitos das pessoas que trabalham na sua cadeia de fornecedores?

No entanto, ao canal BBC um representante da Apple disse que “Exploração infantil não é tolerada” na cadeia de fornecedores e que a empresa está “orgulhosa” de liderar a industria na procura de melhor medidas de segurança. Para além disso,  a Apple está a “avaliar dezenas de material diferentes, incluindo cobalto, para identificar riscos laborais e ambientais”.

 

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