Apple quer acabar com as empresas de recrutamento

Muitos dos génios que se podem encontrar em Silicon Valley, local onde a Apple está sediada, são descobertos através de empresas de recrutamento. Sendo Silicon Valley um local de “culto” para os apaixonados da tecnologia, a selecção dos candidatos é bastante aprimorada, mas apesar disto, a Apple pretende acabar com os recrutamentos através de terceiros devido a contratações constantes e a aconselhamentos de bons funcionários por parte destas empresas, muitos cargos são ocupados só porque estas empresas acham que os candidatos não se devem desperdiçar.

Uma fonte não identificada, mas com uma forte ligação à empresa de Tim Cook referiu ao VentureBeat:

“You always need to have something new coming out to justify hiring”

Esta breve citação demonstra aquilo que já se tem verificado nas ultimas semanas, em termos de contratações para a Apple. As mesmas tem sido mais ponderadas, e segundo a fonte não identificada as contratações só devem ser feitas se alguma novidade estiver para surgir, só aí é que as contratações podem ser justificadas. As empresas de recrutamento recebiam um bónus da empresa por cada contratação, esse bónus poderia atingir os 40% do valor do ordenado do contratado, algo que levava as empresas de recrutamento a esmerarem-se nas suas selecções. Mas apesar de a Apple neste momento precisar mesmo das empresas de recrutamento, as mesmas devem de ter os dias contados e a mais famosa empresa de Cupertino deverá começar a tomar medidas alternativas para o recrutamento dos seus novos colaboradores.

Tudo indica também que a Apple irá reduzir nas contratações a tempo inteiro, efectuando nos funcionários com contratos a tempo inteiro algumas alterações na carga de horário laboral, assim como modificações remuneratórias nas equipas já existentes. Financeiramente a Apple é um poço “sem fundo”, e os recrutadores aproveitam-se desse factor para aconselharem candidatos, nos quais possam existir alguns factores relevantes que sejam de interesse para a empresa.

Mas nem só a Apple é uma “mina” para os recrutadores, a Google e o Facebook também são empresas que recrutam com a ajuda de terceiros. Estas empresas também conseguem obter financeiramente uma preciosa ajuda recebendo uma percentagem dos lucros por cada contratação que estas empresas façam. Umas das principais criticas sobre as vagas disponibilizadas pela Apple, é que as mesmas não são completamente transparentes sobre as funções e sobre o cargo que o candidato irá ocupar, não existindo nada em especifico, as empresas de recrutamento utilizam a liberdade de selecção que possuem escrupulosamente, estando sempre a enviar funcionários para as empresas.

O facto de estas ofertas de emprego não serem muito explicitas, aparentemente já são originárias da era Steve Jobs. Situação que actualmente mantém a Apple debaixo de fogo, pois alegadamente Jobs queria que as contratações mais importantes fossem para os “amigos”  e não sendo explicito o que era pretendido na divulgação da vaga, facilmente se arranjava uma justificação para a presença de alguma pessoa num cargo.

Mas vamos só pensar numa coisa, as contratações da Apple através de centros de recrutamento reduziram bastante, pois só em 2015 a Apple comprou 15 companhias, e todos os funcionários dessas mesmas empresas passaram a pertencer aos quadros da Apple. Nessas 15 aquisições o número de funcionários da Apple aumentou drasticamente e todos os funcionários que se encontravam vinculados as em questão actualmente estão divididos a trabalhar em diversos projectos da empresa. Relembro que a última contratação mais relevante que a Apple efectuou foi Karen Appleton, um dos nomes principais da Box, o mundialmente conhecido serviço de armazenamento de dados na nuvem.

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