Análise ao iPad Mini

Depois de uma semana com o iPad Mini nas mãos, é tempo de uma primeira análise à mais recente novidade da Apple no mundo dos tablets. Não se trata de uma análise técnica, para isso já circulam inúmeras na Internet nos blogs e sites da especialidade. Trata-se sim de uma análise pessoal de uma cliente de produtos Apple, mas sem entrar em pormenores e especificações técnicas.

Ecrã

É sem dúvida o primeiro ponto que temos de analisar, pois é a grande diferença face à restante família de iPads.
Comecemos pelo tamanho. O formato 10″ nunca me fascinou… É demasiado grande para o uso que pensava dar a um tablet e torna-se pouco portátil e leve para, por exemplo, ler revistas ou feeds sentada no sofá e conseguir segurar o iPad apenas com uma mão. Disse num post anterior, que a frase utilizada aquando da apresentação do iPad Mini fez para mim todo o sentido: “o que se consegue fazer com este que não se faz com o atual iPad? Segurar com uma mão”. Por isso, quando se confirmou o tamanho de 8” fiquei convencida e, depois de uma semana com o bicho, não estou minimamente arrependida da opção que tomei. Conseguimos a experiência de um tablet e tirar partido das aplicações desenhadas para este formato, sem cansar a vista ou dificultar a escrita por termos um ecrâ grande demais.

Agora, a resolução. Não é Retina Display. Sinto falta? Não, mas também não tenho nenhum equipamento Retina, por isso acredito que quem esteja habituado note a falta do ecrã HD. Não sei se a opção da Apple foi meramente financeira ou para manter o iPad Mini em tamanho, mas também em qualidade, inferior ao iPad normal. Muitos sites apontam que o próximo modelo do iPad Mini já tenha Retina, mas acredito que isso vá afetar o preço final. Todos os produtos Apple que levaram ecrã Retina tiveram equivalente aumento de preço e para valores nada acessíveis.

Quanto ao reflexo do ecrã com luz do dia e no exterior, li algumas análises que descreviam o iPad Mini como tendo desempenho pior comparativamente a outros iDevices, mas sinceramente acho que está ao nível de qualquer outro aparelho com LCD. Dentro de casa/escritório, com luzes de candeeiros ou luz solar indirecta, o reflexo não incomoda a leitura, certamente não mais do que qualquer outro dispositivo da Apple ou com LCD. Para este aspeto, nada bate a tecnologia ink usada no Kindle.

Peso/Dimesões

É o ideal. Segura-se com uma mão, ficando a outra livre para navegar entre aplicações. É leve o suficiente para não cansar o braço em períodos de longa utilização. Mais facilmente comparo à utilização de um iPhone do que de um iPad 10″, só para verem como é leve e fino. Falando em termos femininos, é o tamanho ideal para caber na maioria das carteiras de senhora, o que lhe dá uma vantagem grande ao nível a portabilidade.

Opinião Final

Para o uso que tenho feito nesta semana – aplicações de notícias, redes sociais e navegar na Internet – considero a experiência muito gratificante. Alerto que não o posso comparar a outros tablets nem mesmo ao iPad 3/4, apenas o testei em loja. Mas estando habituada ao sistema da Apple, a opção por um Android nunca existiu e se demorei cerca de 3 anos a adquirir um tablet foi por estar à espera de um da Apple com estas dimensões e preço. Muitos sites de tecnologia debruçam as críticas em dois aspectos principais: não ser Retina e ter o processador A5 em vez do mais recente A6. E justificam esta última crítica com a performace do iPad Mini em aplicações que exijam grandes recursos de processador. Obviamente, que quando compramos qualquer aparelho tecnológico temos de ter em conta o uso que lhe vamos dar. Se sou designer e produtora de vídeo, não vou comprar um Acer de 500€. Se uso o smartphone como ferramenta de trabalho (já vi muitos jornalistas a fazerem online tv com iPhones) é obvio que vou optar pelo equipamento mais recente. Como em tudo que mete tecnologia, ninguém gosta de ir de cavalo para burro, por isso se já fazem uso diário do iPhone 4S/5 ou já têm experiência com o iPad 3/4, é claro que vão notar a diferença. Mas para a maioria dos utilizadores é mais um factor psicológico (não terem a “última tecnologia”) do que outra coisa.

Apenas digo para não descartarem o iPad Mini logo à partida e, acima de tudo, terem em consideração a relação custo/benefício. Se o uso que vão dar é maioritariamente lazer (notícias, feeds, filmes e fotos caseiras, jogos, tratamento básico de fotografia), acreditem que nem vão sentir falta do processador mais recente ou mesmo da Retina Display.

A Favor

Peso
Tamanho
Versatilidade/Mobilidade
Qualidade do sistema operativo

Contra

Preço (comparado com a concorrência)
Não ter Retina Display

Nota 1: modelo testado – iPad Mini 32GB Wifi preto.
Nota 2: as fotografias foram tiradas segurando o iPad numa mão e uma Nikon D3000 na outra, daí a falta de nitidez. Não culpem logo o ecrã do iPad Mini 😉

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