A câmara de 2MP da Curiosity em Marte

Muitas pessoas poderão achar estranho porque motivo a Curiosity da Nasa, que simboliza a mais alta tecnologia aeroespacial, utiliza câmaras de apenas 2 megapixeis, quando aqui na Terra até um smartphone “baratucho” têm câmaras com superior resolução.

Mas, Mike Ravine, responsável pela câmaras da Curiosity explica essa opção: começando por relembrar que um projecto desta envergadura não é feito da noite para o dia, com as câmaras a terem ficado definidas há 8 anos(!) atrás. Tentem relembrar-se de que tipo de câmaras digitais é que tinham na altura, e já não parecerá tão mal. Aliás… na altura a tecnologia estava num estado em que os sensores CMOS ainda não inspiravam a confiança necessária: motivo pelo qual a Nasa optou pelos velhos e confiáveis CCDs (da Kodak).

Por outro lado, há que ter em consideração que a Curiosity apenas consegue transmitir pouco mais de 31MB de dados diariamente para a Terra, que fazem com que imagens “gigantescas” facilmente pudessem saturar essa ligação: e como Mike relembra, mesmo com as “pequenas” câmaras de 2MP, a Curiosity é capaz de captar centenas de imagens que depois podem ser convertidas em imagens panorâmicas de alta-resolução:

Pena é que a Nasa não tenha arranjado forma de concretizar a vontade de James Cameron, de colocar lentes Zoom na Curiosity (temia-se que os lubrificantes liquidos necessários para o funcionamento das lentes não resistissem às baixas temperaturas marcianas, o que obrigaria a elementos de aquecimento que gastariam bastante energia.)

Bem… da próxima vez que algumas sonda (ou Homem) pousar em marte, certamente já poderá levar câmaras de 40MP ou mais… ao estilo do Pureview da Nokia. Sendo também aconselhável que por essa altura já tenha uma ligação “de banda larga” ao nosso planeta para enviar todos os uploads.

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